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Grêmio tem dupla experiente sem renovação até agora e saída ganha força

Marcos Rocha e Dodi têm contrato até o fim da temporada, mas ainda não abriram conversas por permanência

DEVEM SAIR

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O Grêmio chegou à pausa no calendário com diferentes pendências para resolver nos bastidores. Além da situação de Arthur, que tem empréstimo perto do fim, o clube também precisa definir o futuro de jogadores com contrato até dezembro. Dois nomes chamam atenção nesse cenário: Marcos Rocha e Dodi, ambos experientes, mas hoje sem negociação aberta para renovação.

A situação dos dois é parecida em um ponto central. Marcos Rocha e Dodi têm vínculo até o fim de 2026 e podem deixar o clube ao término do contrato. Até o momento, não há conversas em andamento para tratar uma permanência da dupla. O cenário aumenta a chance de saída, principalmente pela perda de espaço no time de Luís Castro.

Marcos Rocha chegou ao Grêmio em agosto de 2025, depois de longa e vitoriosa passagem pelo Palmeiras. O lateral-direito assinou contrato até dezembro de 2026, com a experiência de quem conquistou Conmebol Libertadores, Brasileirão, Copa do Brasil e Campeonato Paulista. O clube apostou em liderança, vivência de vestiário e capacidade para dar segurança a uma posição que vinha gerando debate.

A primeira impressão foi de um jogador com currículo importante, mas o contexto mudou em 2026. Marcos Rocha soma 13 jogos pelo Grêmio na temporada. Aos 37 anos, o lateral completa 38 em dezembro, pouco antes do fim do contrato. A idade, a concorrência e o menor uso recente pesam na avaliação interna.

Dupla perdeu espaço em ano de reformulação

A lateral direita virou um exemplo claro da mudança de cenário. Marcos Rocha, contratado para dar experiência ao setor, passou a ser menos utilizado. Em alguns momentos, Luís Castro optou por alternativas diferentes, inclusive com Pavón sendo usado na função. A decisão mostra que o treinador buscou outras características para a posição, especialmente em jogos de maior exigência física.

Dodi vive uma queda ainda mais simbólica. O volante foi contratado pelo Grêmio no fim de 2023, junto ao Santos, com vínculo definitivo até dezembro de 2026. O acordo também previa possibilidade de extensão conforme desempenho esportivo. Na época, o retorno ao clube foi tratado com expectativa, já que ele havia passado pelas categorias de base gremistas antes de seguir carreira.

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O volante teve participação importante em temporadas anteriores, mas perdeu força em 2026. Dodi soma 16 partidas no ano, também sem gols e sem assistências. A informação mais relevante, porém, está no uso recente. O jogador de 30 anos não entra em campo desde 29 de abril e perdeu espaço com o aumento da concorrência no meio-campo.

O setor passou a ter mais alternativas e diferentes perfis. Arthur, Villasanti, Noriega, Nardoni, Tiago, Leo Pérez e outros nomes aumentaram a disputa por minutos. Nesse contexto, Dodi deixou de ser peça frequente e passou a aparecer como opção mais distante na hierarquia. Para um jogador com contrato perto do fim, a falta de sequência reduz o poder de permanência.

A situação chama atenção pois o Grêmio ainda terá calendário pesado depois da Copa do Mundo. O clube segue vivo na Copa do Brasil, terá os playoffs da Sul-Americana contra o Bolívar e precisa reagir no Brasileirão. Mesmo assim, Marcos Rocha e Dodi não parecem estar entre as prioridades imediatas de renovação neste momento.

Para o Grêmio, o caso também faz parte de uma reformulação maior. O clube precisa equilibrar experiência, custo, rendimento e planejamento para 2027. Marcos Rocha e Dodi têm trajetórias respeitadas, mas o momento esportivo coloca a permanência em dúvida.

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