Dirigente do Grêmio ataca Palmeiras e Flamengo e diz que 38 funcionários perderam tudo

Vice-presidente gremista Eduardo Magrisso fez um desabafo em entrevista à ESPN

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Vice-presidente eleito do Grêmio na gestão de Alberto Guerra, Eduardo Magrisso concedeu forte entrevista nesta terça-feira à ESPN e condenou as posturas de clubes como Palmeiras e Flamengo, que, publicamente, defendem a continuidade do Brasileirão mesmo com a trágica situação vivida pelo Rio Grande do Sul em função das enchentes. Para Magrisso, a postura dessas equipes, assim como o São Paulo, “nos causa dor”:

“Como dirigente, sei como é importante defender os direitos de nossos clubes. Imagino que Flamengo e Palmeiras, que estão em boas condições no campeonato, estejam defendendo o interesse dos clubes. Mas eles estão jogando o videogame no modo amador e vão ganhar sempre. Palmeiras, Flamengo e São Paulo, que fizeram manifestações bem duras e que, de certa forma, nos causou alguma dor, esperamos que eles mudem a posição e nos entendam. O presidente (do Grêmio, Alberto) Guerra vem tendo conversas com eles, tentando mostrar nossa posição. Três times, 15% do Brasileirão, três de 10 rodadas não podem acontecer por conta da tragédia que ninguém tem culpa. O que estamos pedindo é: vamos adiar essas três rodadas até saber qual a situação”, disse o dirigente do Grêmio, que reforçou as dificuldades de acesso à capital gaúcha:

“Hoje, não sabemos se conseguimos sair de Porto Alegre. Uma entrada só para acesso de receber tudo que uma cidade desse porte precisa. A outra entrada é provisória e só para emergência. Uma cidade grande com uma acesso, nosso aeroporto completamente alagado. Isso nos coloca numa situação de muita desvantagem. Não é para isso que existe o campeonato. É para que vença quem melhor se preparou, nós não temos essa condição”.

Arena do Grêmio
Globo News mostrou a situação da Arena – Foto: Reprodução/Twitter

Grêmio tem funcionários que perderam tudo

De acordo com o vice-presidente, o Grêmio já contabilizou 38 funcionários de diferentes áreas do clube que “perderam tudo” em função das inundações. Mais cedo, mostramos aqui a situação atualizada da Arena e dos arredores.

“O Grêmio está neste contexto, não somos uma parte diferente do Rio Grande do Sul. O que acontece em Porto Alegre nos atinge. Todas as sedes do Grêmio, CT, Arena, a base, a escolinha, instituição beneficente, todas essas sedes estão debaixo d’água. O Grêmio tem 38 funcionários que perderam tudo. Além de perder tudo, o que já é uma tragédia, algo inimaginável, são pessoas que não têm esperanças, não têm onde abrigar suas famílias, não sabem o futuro… Nós sabemos o que vamos jantar, o que faremos amanhã, eles não sabem, não têm pra onde ir”, ampliou Magrisso.

O que diz Palmeiras e Flamengo

Anderson Barros, diretor de futebol do Palmeiras:Será que todas aquelas pessoas que dependem do futebol seriam capazes de suportar um período de não futebol? Será que todos os trabalhadores que dependem do que está em torno do futebol seriam capazes de suportar o momento? Tivemos um exemplo recente e sabemos quanto os clubes sofrerem quando pararam. Será que a melhor forma será com a paralisação do futebol? O Palmeiras deu exemplo na pandemia e estamos sempre preocupados com o que representa o futebol para todos. Essa tragédia poderá ser superada só com muito trabalho e dedicação

Bruno Spindel, diretor executivo do Flamengo:O clube já se posicionou em relação aos co-irmãos Inter, Grêmio e Juventude. Temos nos solidarizado e nos colocamos o centro de treinamento à disposição para que quando, e se julgarem necessário, usarem a nossa instalação entre outras ações. A gente entende que, continuando a trabalhar, exercendo as atividades, podemos ajudar mais ainda do que ficando parado

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