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Geromel se diz triste com a fase do Grêmio e passa lição sobre liderança: “Pelo exemplo”

Ex-zagueiro concede nova entrevista e fala sobre vários temas do seu ex-clube

ENTREVISTA

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Em entrevista ao “Sports Market Makers”, que é um podcast de gestão e negócios vinculados ao esporte, Geromel passou a limpo alguns temas da carreira como profissionalismo, finanças e liderança. O ex-zagueiro do Grêmio, por exemplo, relembrou as lições tiradas na Copa do Mundo de 2018 e também o quanto Suárez ajudou a profissionalizar o clube na sua vinda em 2023.

“No fim da Copa do Mundo de 2018, a maior diferença que eu senti dos atletas da Seleção para os do Grêmio era o comprometimento. O Tite marcava treino às 16h no campo, aí 15h30 todo mundo ficava fazendo as suas borrachinhas, seus pré-treinos. E às 16h todos estavam concentrados e preparados no seu mais alto nível. No Grêmio não era assim. E quando chega o Suárez ele não precisa de personal, de treinador próprio, de nada. Ele chega lá no cantinho dele, faz uma borrachinha, faz o aquecimento dele, então nesse quesito o Suárez foi maravilhoso para ajudar no profissionalismo do Grêmio. Tanto que ficamos em 2° e quase ganhamos”, disse Geromel, que também falou dos cuidados do pós-carreira:

“Tem um cálculo que diz que 86% dos jogadores que param de jogar, nos 5 anos pós-carreira, ou ele se separa, ou entra em depressão ou quebra financeiramente. Eu fui assistir um jogo e um dos caras me perguntou como era a vida de aposentado e tal. Aí eu disse que o mais legal de tudo é ter tempo livre e fazer o que eu quero. Isso é fenomenal. Só que eu consigo pela liberdade financeira. Então, o maior ativo do jogador é o tempo”.

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Aposentado desde o fim de 2024, Geromel admite preocupação com a realidade da dupla Gre-Nal no quesito financeiro, mesmo com faturamentos crescentes. Ele também explica o que considera a liderança ideal de um jogador:

“Eu fico triste com o Inter e o Grêmio do jeito que estão. Eu vejo que ficou muito desparelho. Quando eu cheguei no Grêmio, o faturamento era 96 milhões. Na pandemia, estava em 400. E hoje o Grêmio fatura uns 700 milhões. Para mim, o meu modo de liderar era pelo exemplo. Não adianta eu falar que tem que marcar, cabecear, se atirar nas bolas, se eu não fizer isso também. Na Europa, eu aprendi que eu deveria me preparar do mesmo jeito quando era para marcar Robben, Ribery, Cristiano Ronaldo, Messi, e quando era para jogar com os outros também”.

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