Ex-volante do Inter critica série de demissões no clube: “Vamos ver novos profissionais chegarem sem entender um Gre-Nal”

Magrão, campeão da Copa Sul-Americana de 2008 pelo Inter, se manifestou nas redes sociais

Em manifestação feita no story do seu Instagram, o ex-volante colorado Magrão reprovou a decisão do Inter em demitir cerca de 60 funcionários de diferentes áreas nesta quarta-feira. A medida, segundo cálculos do clube, vai gerar economia de R$ 1,5 milhão por mês, e custou o emprego de nomes como Iarley e “Uh” Fabiano.

Para Magrão, o Inter está se desfazendo de pessoas que conhecem a história do clube e que deveriam ser mais valorizadas:

Magrão
Magrão jogou no Inter entre 2007 e 2009 – Foto: Reprodução/ESPN

“Vamos tirar todos aqueles que conhecem o clube e fazem parte da história. E assim vamos continuar vendo novos profissionais chegando e não entendendo a importância de um Gre-Nal e a história do gigante Internacional”, disparou o ex-jogador.

Magrão, que hoje é empresário do ramo do futebol, foi colega do próprio Iarley entre 2007 e 2008 no Inter. A principal conquista do ex-volante no Beira-Rio foi a Copa Sul-Americana de 2008.

A justificativa do Inter em nota oficial sobre as demissões:

O Internacional anuncia nesta quarta-feira (7) o desligamento de funcionários de diferentes áreas do clube.

Já era previsto que o momento atípico que o mundo está vivendo, com a pandemia da COVID-19, causasse grandes impactos nas receitas e colocasse o Clube em uma nova realidade. O momento é de transição e de adaptação ao novo cenário.

Gostaríamos de agradecer a todos pela dedicação e respeito que sempre tiveram ao Colorado.

Com o orçamento de 2021, o Clube precisou criar um conjunto de ações, que já estão sendo executadas desde o começo da atual temporada. O objetivo é conseguir enfrentar o momento difícil de pandemia.

Dentre essas medidas estão: redução de contratos com parceiros, fornecedores e suprimentos; redução de investimentos e redução da folha de pagamentos e do quadro funcional, ajustando o Clube para a nova realidade.

A venda de atletas também será necessária em 2021 para viabilizar o pagamento de todas as despesas ordinárias.

É fundamental salientar que as ações partem da premissa de não prejudicar a performance esportiva do Internacional, uma vez que essa gestão tem como objetivo principal manter o clube como protagonista no cenário esportivo conjugado com o equilíbrio financeiro

PARA ENTENDER AS DIFICULDADES FINANCEIRAS DO INTER

– O clube registrou o maior déficit de sua história em 2020, cerca de R$ 90 milhões

– O planejamento orçamentário aprovado pelo Conselho Deliberativo prevê superávit de pouco mais de R$ 100 mil para 2021

– Para isso, o clube necessita vender jogadores. Mas diz que não tem nenhuma proposta oficial na mesa. Praxedes e Vinícius Tobias são os jogadores mais cobiçados no momento

– Nesta quarta, foram promovidas as demissões de cerca de 60 funcionários, entre eles Iarley e “Uh” Fabiano. Estas demissões devem gerar uma economia mensal de R$ 1,5 milhão

– Em relação aos jogadores que já saíram, casos de D’Alessandro, Musto, Fernández, Matheus Jussa, entre outros, a economia na folha salarial foi de cerca de R$ 2 milhões

– Em entrevista à Rádio Gaúcha, o presidente Alessandro Barcellos admitiu a necessidade de vender jogador para ajudar em contas básicas como luz e água

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