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Ex-presidente do Grêmio se defende no “caso Braithwaite” e cita Borré e Enner Valencia

Alberto Guerra se manifestou novamente à Rádio Gaúcha e explicou o seu ponto

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Após um longo período sem se manifestar publicamente, o ex-presidente do Grêmio, Alberto Guerra, cujo mandato foi exercido entre 2023 e 2025, voltou a dar declarações na última semana e se defendeu, à Rádio Gaúcha, sobre as críticas pela renovação do atacante Martin Braithwaite. Os valores assinados na época o colocaram com um dos mais altos salários do elenco, mesmo hoje sendo um atleta considerado reserva.

Guerra justificou o contexto do momento e citou até o caso do rival Inter, que, no mesmo período, também tinha jogadores considerados caros como Enner Valencia e Rafael Borré. Os dois já deixaram o clube e defendem, atualmente, o Boca Juniors e o River Plate.

“Nesse momento da renovação, tínhamos clubes interessados por ele sim e mais ainda, de 2023 para cá, pelas razões das SAFs de 2023, dinheiro da TV na maioria dos clubes, e se tu pegar jogadores inclusive que estavam no Inter, como Borré e Valencia, eles vieram por valores iguais ou superiores. Então, houve uma inflacionamento do mercado no futebol com esse dinheiro. Não era só com o Braithwaite”, alegou Guerra.

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Em julho de 2025, o Grêmio assinou a renovação com Braithwaite até o final de 2027 em um momento que Carlos Vinícius apenas estava chegando ao clube e iniciando a sua trajetória. Até a vinda do colega, o dinamarquês era considerado titular absoluto. No segundo semestre de 2025, ele sofreu grave lesão no tendão de Aquiles e ficou longo tempo parado.

A nova gestão de Odorico Roman, por sua vez, vem fazendo desde janeiro uma grande reformulação no elenco e cortando jogadores de salários mais altos, como fez recentemente com o meia Willian. Mais de 20 atletas já deixaram o grupo neste ano.

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