Na mesma entrevista ao jornal Zero Hora em que negou ter entregado o Grêmio “quebrado” para a atual gestão, o ex-presidente Alberto Guerra falou longamente sobre o meia Willian, que deixou o clube recentemente e rescindiu por conta do salário considerado alto. O antigo mandatário elogiou o atleta, disse que ele seria titular atualmente “sem uma perna” e garantiu que foram os atuais dirigentes que decidiram mantê-lo para 2026.
Análise da contratação de Willian: “A contratação do Willian foi feita por valores que considerávamos compatíveis com aquilo que ele representava no mercado e com o futebol que havia apresentado em 2025. Infelizmente, ele sofreu uma lesão, mas foi importante para a evolução da equipe e teve, inclusive, uma atuação brilhante no Gre-Nal vencido pelo Grêmio por 3x2, no Beira-Rio”.
Poderia ser titular ainda: “Tecnicamente, continuo entendendo que ele seria titular do time atual. Se me permitirem uma brincadeira, diria que ele seria titular no atual time do Grêmio jogando com uma perna só. Mas o caso do Willian é especialmente interessante porque ajuda a esclarecer uma questão central desta entrevista: a diferença entre aquilo que se diz e aquilo que efetivamente se decide”.
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Transferência de responsabilidade: “Foram divulgadas manifestações públicas e informações sobre o custo total do contrato do jogador, e novamente surgiu a tentativa de atribuir à administração anterior uma responsabilidade que, a partir de determinado momento, passou a ser exclusivamente da nova gestão”.
Valores de Willian: “Até o início de dezembro de 2025, o Willian havia custado aproximadamente 7x8 milhões de reais ao Grêmio. O contrato previa a possibilidade de encerramento da relação com o atleta ao final de 2025, quando o clube já estaria sob nova administração. E o que a atual diretoria fez? Optou por manter o jogador. Essa decisão é legítima. Mas foi uma decisão da atual gestão”.
Decisão da diretoria atual: “Não acredito que eles desconhecessem o contrato. Por isso, não considero correto atribuir à administração anterior todos os custos posteriores. A nova diretoria poderia ter encerrado a relação, poderia ter renegociado os valores para 2026 ou poderia ter mantido o contrato nas condições existentes. Escolheu a terceira alternativa”.
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