
CONFIRA
O ex-vice-presidente de futebol do Inter, José Olavo Bisol, voltou ao centro do noticiário esportivo gaúcho nesta semana. O dirigente comunicou o pedido de licença do cargo de vice-presidente da Federação Gaúcha de Futebol, a FGF, e fez críticas à condução da entidade presidida por Luciano Hocsman. A manifestação chamou atenção por envolver um nome que teve passagem recente pelo Beira-Rio e ainda circula no ambiente político do futebol do Rio Grande do Sul.
Bisol afirmou ter encontrado uma realidade diferente da esperada ao retornar às atividades da federação em 2026. O dirigente citou problemas de transparência, diálogo e comunicação interna, especialmente em temas considerados importantes para a gestão da entidade. A crítica também atingiu a forma como decisões seriam conduzidas dentro da FGF, envolvendo calendários, regulamentos e procedimentos administrativos.
O movimento tem impacto porque Bisol ocupava uma das vice-presidências da FGF no mandato de Luciano Hocsman. A gestão atual da entidade foi eleita para o ciclo 2024/2027, e o dirigente colorado fazia parte da estrutura formal. No site oficial da federação, ele ainda aparece listado entre os vice-presidentes, ao lado de Antônio Luiz Dal Prá, enquanto Hocsman segue como presidente.
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A saída temporária também recoloca o nome de Bisol em debate entre colorados. Ele foi vice-presidente de futebol do Inter entre 2024 e 2025, período de forte pressão nos bastidores e cobrança por resultados. Depois da permanência colorada na Série A, confirmada apenas na reta final do Brasileirão passado, deixou o cargo alegando motivos particulares.
Crítica aumenta ruído nos bastidores da FGF
A manifestação de Bisol teve tom político e institucional. Ele não detalhou episódios específicos, mas indicou incômodo com a falta de participação efetiva em decisões internas. O ex-dirigente colorado também relatou dificuldade para exercer plenamente o mandato dentro das condições encontradas na federação.
“Por não conseguir exercer meu mandato nessas condições, e por não ver abertura para mudança, a decisão mais honesta é me licenciar”, afirmou José Olavo Bisol.
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A declaração aumenta a temperatura nos bastidores do futebol gaúcho. A FGF tem papel central na organização do calendário estadual, na condução de competições profissionais e de base, além da relação com clubes, ligas e arbitragem. Por isso, uma crítica pública de um vice-presidente da própria entidade gera repercussão além do Inter.
O caso também surge em um momento de calendário intenso no futebol do Estado. A federação conduz competições de base, futebol feminino, Série A2 do Gauchão e torneios regionais. Nesse cenário, questionamentos sobre comunicação e transparência tendem a ganhar peso entre clubes e dirigentes.
Para o Inter, o tema tem ligação indireta, mas relevante. Bisol deixou recentemente o departamento de futebol colorado e ainda é lembrado pela torcida por posicionamentos fortes durante sua passagem no Beira-Rio. A vaga de vice-presidente de futebol do clube, inclusive, segue como assunto sensível desde a sua saída.
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A tendência é que o episódio siga repercutindo nos próximos dias. A licença de Bisol abre uma nova crise interna de imagem para a FGF e coloca pressão sobre a gestão de Luciano Hocsman. Mesmo sem romper oficialmente com a entidade, o dirigente fez uma cobrança pública que dificilmente passará despercebida.
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