A confirmação da morte de Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, aos 70 anos, nesta quarta-feira, vítima de infecção pulmonar que evoluiu para um quadro generalizado, gerou uma onda de comoção entre clubes, colegas e imprensa em geral. Abaixo, confira alguns recados especiais deixados por jornalistas e amigos nas redes sociais nas últimas horas:
Duda Garbi: “Obrigado, amigo! Tu foi e é gigante! Obrigado por tantos momentos de felicidade, alegria, risadas, ensinamentos e aprendizado. Obrigado por fazer do difícil o simples, afinal na “dúvida põe sempre o melhor”! Tu vai fazer muita falta, amigo! Que dor! Vai em paz!”.
Nando Gross: “Acordei com a triste notícia da morte do Guerrinha. Ontem soube que ele estava doente e liguei para o Lucianinho, que me contou da gravidade da situação. Mesmo sabendo disso, a notícia de hoje foi um baque. Guerrinha foi uma figura única no jornalismo esportivo gaúcho. Daquelas que não se repetem. Tinha um jeito muito particular de ver o futebol, de contar histórias e, principalmente, de fazer humor. Conseguia resumir em uma frase aquilo que muitos de nós levaríamos vários minutos para explicar. E fazia isso com uma irreverência que era só dele. Foram tantos anos dividindo o mesmo universo, vivendo o rádio, o futebol, as histórias e os personagens da nossa profissão. É difícil imaginar o jornalismo esportivo gaúcho sem a presença do Guerrinha, sem suas tiradas, seu humor e aquela maneira inconfundível de dizer as coisas. Meu abraço carinhoso aos familiares, aos amigos e a todos que tiveram o privilégio de conviver com ele. Hoje o rádio gaúcho ficou mais triste. Muito triste”.
Cesar Cidade Dias: “Nãããããããããããoooooooooo. Não é assim. Vamos fazer um programa legal. Eu preciso pegar uma gravata pra te ouvir. Nao dá pra ir pra guerra com uma escova de dente. Deste jeito eu vou chegar atrás da ambulância. Vamos pensar. Se beleza fosse crime, eu era inocente. Não dá pra colocar o motorista de um ônibus pra fazer um edifício. Não se cura um câncer com aspirina. Pelo visto, se jogar muito, toma só 2×0. Entendi, então vai perder motivado… Tristemente, neste 28 de outubro, o destino aplicou a Lei Guerrinha. Fica em paz, amigo querido!”.
André Silva: “Frasista por excelência, de um raciocínio rápido e que derrubava qualquer pessoa, o Guerrinha tinha uma magnitude, algo que te conquistava de cara. Ele te desarmava com uma palavra, com uma frase, muitas delas criadas no turfe, uma de suas paixões, junto com a família e o futebol. E não vou esquecer do turfe, onde eu comecei e que já era um território onde a lenda tinha nome: Guerrinha. Aliás, vais encontrar lá no céu muitos turfistas, como os teus grandes amigos Mário Sérgio e Cacalo, que com certeza irão te receber para muitas histórias e risadas. O Sala de Redação do céu ganha mais um personagem. Ruy, Ibsen, Cacalo, Guerrinha, Sant’Anna, Wianey, David, vão formar um grande time, uma verdadeira seleção. Vá em paz Guerra. Aqui ficarão saudades de todos colegas e fãs. O céu ganhou mais um gênio”.
Baldasso: “Nos idos dos anos 90, Guerrinha e eu estávamos acompanhando um treino do Inter no campo suplementar. O Inter tinha um jogador muito ruim. Em determinado momento, esse jogador se machuca. Estávamos na casamata e o médico estava ao lado. Antes do médico ir pro campo atender, o Guerrinha o puxa pelo braço e diz: ‘Doutor, bota gesso nele para ele não jogar no fim de semana’. Sagaz, sarcástico, certeiro, jocoso. O Guerrinha suplantou o mundo dos bons jornalistas e rompeu a bolha do comunicador para se tornar referência histórica. Além de ser um grande cara. O jornalismo esportivo gaúcho hoje perdeu um pouco da graça. Te amamos, Guerra. Vá em paz”.









