Diniz diz que arbitragem foi conivente com o Grêmio e critica: “Quem não quer jogar é beneficiado”

Técnico do São Paulo esbravejou contra a postura do árbitro Bruno Arleu Araujo no Morumbi

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Bastante revoltado, o técnico são-paulino Fernando Diniz foi até o centro do campo após o apito final desta quarta-feira e esbravejou contra o árbitro Bruno Arleu Araujo, que o expulsou. A principal reclamação do treinador era sobre os sete minutos de acréscimos no segundo tempo, ao seu ver insuficientes pela postura do Grêmio em retardar a partida no Morumbi.

Mesmo de cabeça mais fria na coletiva de imprensa pós-jogo, Diniz manteve o tom crítico à forma como o Grêmio conduziu o 0x0 em São Paulo:

“A arbitragem foi conivente com o que o Grêmio fez desde o primeiro minuto. E começou em Porto Alegre. Não quer dizer que se tivesse dez minutos (de acréscimo) a gente faria (o gol), não estou falando isso. Em relação à arbitragem, acontece rotineiramente, os times que não querem jogar são beneficiados. Ele terminou o jogo antes até. Em vez de sete minutos (acréscimo dado pela arbitragem), ele deu três. Parou pelo Toró, pelo Vanderlei, a minha reclamação é essa. E ninguém tem bola de cristal para saber se sairá o gol”, disse, antes de finalizar:

“Se pegar os jogos, são duas equipes que buscam jogar, mas não teve jogo, lá teve dez jogadores caindo, substituição, bola de tiro de meta, e a arbitragem não sinalizou em momento algum que daria amarelo. Então não gosta de apitar, não gosta de futebol. Se desse mais acréscimos, poderíamos até perder”.

O goleiro titular do São Paulo, Tiago Volpi, fez reclamações na mesma linha do seu comandante:

“O que dificultou é o que o Grêmio faz sempre, não joga, sempre tem um jogador caindo no chão, o goleiro que demora 50 segundos no tiro de meta. A gente avisou. No intervalo, a gente falou para o Bruno: “Os caras querem atrasar o jogo, a gente quer acelerar”. E foi isso que aconteceu: querendo acelerar e os caras caindo. A única coisa que a gente falou (para o árbitro) foi o tempo, se ele dá os 10, 12 minutos, que tinha que dar, e a gente perde, tranquilo, mas pra compensar o tempo perdido, essa é a indignação. Mas não dá, já acabou e ele não vai voltar atrás, então é erguer a cabeça, tem o Brasileiro pela frente, que aumenta a nossa pressão pelo título, porque o futebol que a gente vem jogando, vem apresentando, nos dá frustração por isso, por ficar na semifinal da Copa do Brasil”, colocou.

Eliminado, o São Paulo se concentra no restante do Brasileirão e tentará sustentar a atual liderança. Já a final da Copa do Brasil, em fevereiro, terá Grêmio x Palmeiras.

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