Grande destaque do Grêmio no empate em 0x0 com o Palmeiras, Weverton deixou a Arena como um dos principais responsáveis pelo ponto conquistado neste domingo. O goleiro realizou defesas importantes durante a partida e, depois do apito final, admitiu que o reencontro com o antigo clube teve um componente especial, embora tenha rejeitado qualquer ideia de que estivesse tentando dar uma resposta ao Palmeiras.
Weverton construiu uma longa história no adversário deste domingo antes de chegar ao Grêmio. Foram 12 títulos pelo Palmeiras, marca que o tornou o goleiro mais vencedor da história do clube paulista. Por isso, o camisa gremista falou com carinho dos antigos companheiros e da torcida alviverde, mas destacou que entrou em campo pensando exclusivamente em ajudar a atual equipe.
“Primeiro, agradecer a Deus pelo talento, pela saúde, para fazer o que eu amo fazer, que é jogar futebol. Para mim é sempre uma honra poder jogar contra o Palmeiras. Não dá para esconder a emoção. Às vezes as pessoas pensam: ‘Você joga muito para tentar mostrar alguma coisa’. Nem um pouco. Muito pelo contrário. Eu torço muito por todos os meus ex-companheiros que estavam aqui. O Palmeiras é um clube que vai estar para sempre no meu coração por tudo que eu vivi. São 12 títulos, o goleiro que mais ganhou títulos na história do Palmeiras. Vai estar sempre no meu coração e na minha torcida”, afirmou Weverton.
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O goleiro ressaltou ainda que a atuação não teve qualquer caráter de revanche. Para ele, o domingo foi especial justamente pela oportunidade de reencontrar pessoas que fizeram parte de uma etapa importante da carreira.
“Hoje, poder rever os ex-companheiros, poder fazer um grande jogo, não para mostrar nada, porque não preciso disso, mas acho que é sempre um dia especial. Poder rever os companheiros e também o torcedor do Palmeiras que compareceu aqui”, acrescentou.
Weverton aponta a defesa mais difícil contra o Palmeiras
O Palmeiras criou algumas das oportunidades mais perigosas da partida. No primeiro tempo, acertou duas vezes o travessão, enquanto Weverton também precisou trabalhar em cabeçada de Gustavo Gómez. Depois do intervalo, apareceu de maneira decisiva em finalização de Vitor Roque e, principalmente, em um chute de Andreas Pereira após cruzamento rasteiro para trás.
Questionado sobre qual intervenção considerava a mais complicada, Weverton escolheu justamente a finalização de Andreas e explicou tecnicamente a dificuldade do lance.
“Acho que a bola mais difícil para mim é a bola do Andreas, que é uma bola para trás, uma bola que vai rasteira e muitas vezes você não consegue chegar com a mão firme para conseguir tirar, porque é um chute forte, é um chute rasteiro”, explicou.
O goleiro também destacou uma intervenção nos minutos finais e revelou o nível de exposição física que aceita assumir para proteger o gol gremista. Na avaliação de Weverton, a situação do campeonato não permite qualquer hesitação.
“Acho que essa do final também, apesar de a bola ser fraca, é uma bola no contrapé, que acaba soltando. Você tem que voar, depois tem o rebote e tem que ser corajoso, botar a mão com o risco de quebrar a mão ali, porque quem vai chutar vai chutar firme. Para o Palmeiras é valendo a liderança, para nós é valendo um ponto lá embaixo. Então é fazer o que for preciso. Se tiver que quebrar o braço, que Deus livre que seja, mas para defender o gol. Essa é a minha vocação, foi para isso que eu fui chamado e jamais vou deixar de fazer”, declarou.
Weverton valoriza ponto e projeta reação do Grêmio
Apesar da atuação individual, Weverton não escondeu a frustração por o Grêmio não ter conseguido vencer. O empate levou a equipe aos 29 pontos, ainda dentro da zona de rebaixamento depois dos resultados da rodada. Ao mesmo tempo, o goleiro valorizou o fato de o time ter voltado a terminar uma partida sem sofrer gols.
“Não era o que a gente esperava. Esperávamos vencer, porque os resultados de ontem nos colocaram na zona de rebaixamento. Mas a gente não pode desprezar um ponto. A gente também não pode deixar passar isso: fazia tempo que não passávamos o jogo sem sofrer gols. Isso é importante”, avaliou.
O Grêmio terá agora uma pausa no calendário, período considerado importante pelo goleiro para recuperação física e mental. Weverton citou 17 dias disponíveis antes da retomada e lembrou que o clube continuará dividido entre a necessidade de reagir no Campeonato Brasileiro e a disputa da Copa do Brasil.
“Agora temos uma pausa, 17 dias para descansar e também para trabalhar, para recuperar a cabeça, porque o ano vai ser desgastante e vai exigir muito de nós. Tenho certeza de que a gente vai conseguir sair dessa situação incômoda. Temos também a Copa do Brasil, que é muito importante para a gente, mas agora é poder descansar e depois voltar a trabalhar para tentar sair o mais rápido possível lá de baixo”, afirmou.
Ao encerrar a entrevista, Weverton também fez questão de citar a torcida. O duelo teve público total de 50.694 pessoas na Arena, que acompanharam a estreia oficial de Renato Portaluppi nesta quinta passagem pelo clube. Depois de ser decisivo dentro de campo, o goleiro reforçou que a recuperação gremista dependerá da participação de todo o elenco e do apoio vindo das arquibancadas.
“Sabemos que temos uma caminhada dura e vamos precisar de todo mundo bem, do nosso torcedor também, que mais uma vez nos ajudou do início ao fim”, concluiu.










