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CBF tem nova regra para 2027 e muda cenário diretamente no elenco de Grêmio e Inter

Limite cairá ano a ano até chegar a cinco por partida em 2030; dupla Gre-Nal já supera o teto futuro

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A CBF e os clubes das Séries A e B aprovaram nesta segunda-feira uma mudança que terá impacto direto no planejamento de Inter e Grêmio para as próximas temporadas. O limite de jogadores estrangeiros permitidos na súmula, atualmente de nove por partida, cairá para oito em 2027 e será reduzido gradativamente até chegar a cinco em 2030.

A realidade atual da dupla Gre-Nal ajuda a dimensionar a mudança. Inter e Grêmio montaram elencos bastante internacionalizados em 2026 e, caso mantivessem exatamente suas composições atuais para a próxima temporada, já precisariam administrar jogadores estrangeiros fora da relação de determinadas partidas.

No caso do Inter, a derrota para o São Paulo no MorumBIS teve oito estrangeiros na súmula: Guillermo Maripán, Gabriel Mercado, Bernabei, Braian Aguirre, Félix Torres, Johan Carbonero, Niclas Eliasson e Tonny Sanabria. O número já corresponde exatamente ao limite que passará a valer em 2027.

E a lista colorada ainda tinha ausências. Rodrigo Villagra, argentino, cumpria suspensão, enquanto Sergio Rochet, uruguaio, seguia em recuperação física. O Inter também conta no elenco com o ganês Benjamin Arhin, que vem recebendo menos oportunidades. Em um cenário com todos disponíveis, portanto, a comissão técnica já precisaria fazer escolhas para enquadrar a relação no teto futuro.

Grêmio também terá de administrar número de estrangeiros

No Grêmio, a situação chama ainda mais atenção. O clube chegou a ter 12 estrangeiros no grupo profissional após a contratação do croata Filip Krovinović em julho. Posteriormente, Leonel Pérez foi emprestado ao Racing, da Argentina, e Miguel Monsalve seguiu para o Estudiantes, também por empréstimo.

Com essas saídas, permanecem no elenco gremista nomes como Balbuena, Nardoni, Villasanti, Noriega, Pavón, Enamorado, Amuzu, Jovane Cabral, Krovinović e Braithwaite. Kannemann nasceu na Argentina, mas obteve a nacionalidade brasileira e, por isso, não ocupa vaga de estrangeiro nas competições nacionais.

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Se esses dez jogadores permanecessem no grupo em 2027, pelo menos dois teriam de ficar fora da súmula a cada partida quando todos estivessem disponíveis. A regra não estabelece limite para a quantidade de estrangeiros contratados pelo clube, mas determina quantos podem ser relacionados para cada jogo.

O tema já vinha sendo debatido no futebol gaúcho antes mesmo da decisão da CBF. Em agosto, o Zona Mista mostrou que 18 estrangeiros estiveram entre titulares e reservas de Inter e Grêmio em um Gre-Nal, cenário que levou o técnico Lisca a criticar a perda de características locais do clássico.

Mais recentemente, Renato Portaluppi também falou sobre a grande quantidade de jogadores de outras nacionalidades no plantel gremista. O treinador afirmou que encara a presença de estrangeiros com naturalidade, desde que os atletas contratados ofereçam o retorno esperado dentro de campo.

Veja como ficará o limite de estrangeiros da CBF

A redução será feita gradativamente:

  • 2026: até 9 estrangeiros por jogo
  • 2027: até 8 estrangeiros
  • 2028: até 7 estrangeiros
  • 2029: até 6 estrangeiros
  • 2030: até 5 estrangeiros

A CBF justificou a mudança a partir de um estudo sobre a diminuição do espaço destinado aos jogadores brasileiros mais jovens. Em 2026, atletas Sub-23 acumulam somente 13,8% dos minutos disputados na Série A.

Entre 2020 e 2026, a participação de estrangeiros com mais de 23 anos passou de 7,8% para 25% dos minutos do campeonato. No mesmo período, a minutagem dos brasileiros Sub-23 caiu de 28,3% para 11,5%.

A entidade também modificará a lista de inscritos. O máximo continuará sendo de 50 atletas por clube, mas em 2027 serão 30 vagas na Lista A, destinada aos jogadores acima de 23 anos, e 20 na Lista B, para Sub-23. A divisão chegará a 25 jogadores em cada lista em 2030.

Brasileirão também terá nova distribuição de horários

A mesma reunião aprovou uma reformulação na grade de partidas das Séries A e B. No Brasileirão, o domingo deverá concentrar a maior parte dos jogos do fim de semana, tendo as 16h como principal horário.

No meio de semana, a quarta-feira concentrará seis partidas na chamada “Super Quarta”. A nova proposta também retira da grade os jogos às 19h durante a semana e as partidas aos domingos à noite.

Segundo a CBF, entre 2023 e 2025 foram utilizadas 51 combinações diferentes de dias e horários na Série A. A intenção é criar uma grade mais previsível para clubes, torcedores e transmissões.

A mudança nos estrangeiros, porém, é a que produz uma consequência mais imediata para a dupla Gre-Nal. Inter e Grêmio passaram a buscar jogadores em diferentes mercados nos últimos anos e agora terão de considerar um limite cada vez menor na montagem dos elencos e, principalmente, na definição de quem poderá ser relacionado a cada rodada.

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