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Goleiro reserva de uma geração extremamente vencedora do Grêmio, que empilhou títulos significativos entre 2016 e 2018, Bruno Grassi olha para o passado com muito carinho por ter feito parte de um grupo que marcou a história do Tricolor. Ele, que decidiu se aposentar em 2025 depois de um período jogando fora do Brasil, compartilhou parte das suas experiências em nova entrevista ao site Zona Mista, onde detalhou a sua trajetória na Arena e disse manter amizade até hoje com os outros goleiros da época, como Marcelo Grohe.
Zona Mista: Para começarmos nossa entrevista, gostaria de te perguntar o que levou a tomar a decisão de se aposentar dos gramados? Foi algo bem planejado e pensado anteriormente?
Bruno Grassi: Parar de jogar de futebol engloba vários fatores. O primeiro deles, assim, eu estava longe da família há muito tempo. E de certa forma quando tu vai para fora e para ligas menores, como foi o caso, quando tu volta para o Brasil tu fecha o mercado. Aí tu acaba indo para lá e para cá. Como eu voltei fora de época de transferências, que foi em março, na época não apareceu nada. Aí eu decidi parar. Remodelar. Entrar no mercado do futebol de outra forma e então decidi prospectar isso.
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ZM: No Brasil, a sua trajetória é bastante ligada ao Grêmio por ter feito parte da era vencedora do clube entre 2016 e 2017. O que significou o Tricolor para você?
BG: O Grêmio é muito significativo para mim. Foi o clube que, de certa forma, me lançou no mercado. Me lançou para jogar na primeira divisão do Brasileirão. Eu saí do Cruzeiro de Porto Alegre, que na época fez um Gauchão muito bom e aí na época era o Felipão o treinador e o Rui Costa o diretor. Eles me fizeram o convite. Sou muito grato. Fui muito abençoado de estar no clube naqueles anos vitoriosos de 2016 a 2018. E fomos campeões. Só agradecer mesmo. O Grêmio vai estar sempre na minha lembrança e no coração como um clube que eu tenho muita gratidão.
ZM: Vendo de dentro do vestiário e no dia a dia da época, qual foi o grande segredo para o Grêmio ser campeão em 2016 e 2017?
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BG: Teve vários fatores. Vários. Toda a preparação que foi muito bem feita pelo Renato. Tinha começado até um pouco antes com o Roger Machado. Demos continuidade com o Renato, que soube orquestrar o time muito bem. Sobre o ambiente de vestiário. O ambiente era espetacular, cara. Realmente, era um grupo muito unido. Todos os jogadores se respeitavam, mas também se cobravam muito. E treinávamos muito. A cobrança não era só no momento do jogo, era no treinamento também.
ZM: Como você se sentia estando em um grande clube, mas, ao mesmo tempo, tendo a concorrência de um ídolo como Marcelo Grohe?
BG: A nossa relação, dos goleiros, sempre foi muito saudável. Tanto que até hoje somos grandes amigos. Eu, o Grohe, o Paulo Victor, o Léo Jardim. Mas, assim, sempre teve muito respeito de ambas as partes. E eu sabia que, naquele momento, o Grohe era indiscutivelmente o dono da posição. E eu estava ali no grupo para ajudar. Para ajudar ele, o clube, e essa era a minha maior função naquele momento.
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ZM: Qual você acha que foi o seu principal momento da carreira e quais as diferenças do futebol do exterior, que você jogou recentemente, com o brasileiro?
BG: Meu principal momento no futebol foi no Grêmio e não tem como desvincular dos títulos, desvincular de 2016, também em 2015 quando tive boas atuações no Brasileirão. Ajudou na classificação para a Conmebol Libertadores. Em 2016 também. Em alguns jogos importantes. A minha melhor participação no futebol em relação a destaque foi no Grêmio. Em outros clubes também me destaquei. No Criciúma fiz jogos muito bons, entre outros. Lá fora também. No primeiro ano fui o melhor goleiro estrangeiro da Série B da Arábia Saudita. Mesmo assim, de mais expoente foi o Grêmio.
ZM: Pretende seguir no futebol e exercer algum cargo na área ou vai deixar a bola para o passado?
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BG: Pretendo sim. Já venho fazendo alguns cursos. E estou prospectando algo no futebol, que fiz minha vida inteira. Parei de jogar porque não via mais um horizonte que valesse a pena. E pretendo seguir sim. Tenho estudado algumas funções que eu poderia me encaixar.









