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Borré se diz injustiçado pelo 2025 do Inter: “Em momentos, pensava em nem ir ao clube”

Atacante colombiano tem futuro incerto no clube e concedeu nova entrevista

ENTREVISTA

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Com futuro considerado incerto no Inter a partir do meio do ano e convivendo com rumores de volta ao River Plate, o atacante Rafael Borré abriu o jogo em nova entrevista concedida para o podcast de sua própria esposa, Anita Caicedo, desabafando sobre a temporada de 2025, onde o Colorado só evitou o rebaixamento na rodada final graças à própria vitória e resultados paralelos no Brasileirão.

Borré fez um balanço de toda a temporada de 2025 e analisou que acabou sendo “injustiçado” em muitos momentos, como se recebesse toda a culpa pelo fracasso coletivo. Ele também considerou tudo um “aprendizado” para a sequência da carreira.

Chegada ao Inter e título do Gauchão de 2025

Me propus a chegar e ganhar títulos com o Inter. Títulos importantes. Por ter a oportunidade de chegar e ganhar o Gauchão, isso obviamente me gerou alegria e felicidade. Marcou a equipe também, pois era um objetivo importante do clube. A partir disso, entramos nos outros objetivos da temporada e sinto que começamos bem. Mantendo uma ideia de jogo clara, que era o que queríamos, mas há momentos pontuais que quando você recebe golpes importantes e não supera, você começa a sofrer dia a dia e partida a partida

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Temporada de 2025

Ainda mais em uma liga brasileira, onde você não tem muito tempo de preparação. Se tu recebe golpe e não se recupera, logo em seguida pode receber outro e assim vai. Um círculo vicioso que não dá para recuperar. Para nós, as eliminações da Copa do Brasil e da Conmebol Libertadores, que eram os principais objetivos, nos levaram exatamente a este ciclo vicioso do qual não estávamos preparados. Sentíamos que poderíamos brigar por um título, mas nos víamos em uma situação que tínhamos que somar pontos para não cairmos e nada mais

Borré se sentia injustiçado

No plano pessoal, eu sentia injustiça, porque eu sabia que era um jogador importante do plantel, mas tinha muita coisa que não estava ao meu alcance no clube. Eu não estava no meu melhor nível, mas não era só por isso que as coisas não funcionavam. Jogavam outros atacantes e dava igual. Trocávamos laterais, zagueiros, tudo e não funcionava. Não dava para responsabilizar um jogador pontualmente. Me senti acusado injustamente pois não dependia de mim o que estava passando

Vontade de não ir ao clube

Eu sofri muito. Em muitos momentos, senti que foram injustos. Eu, sozinho, não era o culpado. Por mais que eu quisesse mudar, não dependia só de mim. Me esforçava ao máximo. O dia a dia era muito pesado. Em momentos, pensava em nem ir ao clube, porque não era justo passar por aquela situação. A responsabilidade caía mais sobre mim, como se dependesse de mim o funcionamento ou não, assim como em outros companheiros. Via ódio e raiva das pessoas. Mas era preciso ver o panorama geral. Por que não estava funcionando bem? Queria sair adiante, evitar a queda, mas sei que foi um momento duro e que não estava acostumado

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