Visivelmente irritado, o presidente Alessandro Barcellos concedeu entrevista em nome do Inter depois da derrota de 2×1 para o Fluminense, fora de casa, pelo Brasileirão, nesta quarta-feira. Antes de abrir para perguntas, o mandatário fez um forte pronunciamento reclamando da arbitragem do jogo desta quarta no Maracanã e também de outros jogos recentes.
Contra o Fluminense, a principal reclamação foi a não expulsão do lateral-esquerdo Renê em dois momentos distintos. Barcellos ainda fez menção ao lance em que Ronaldo supostamente teria sido puxado na área no primeiro tempo.
“Sensação é de que nós fomos assaltados aqui hoje. É uma situação ruim. Quem faz futebol não quer ficar retomando esses temas, porque queremos elevar o nível dessas questões de arbitragem. Só que é impossível fazer isso pelo que estamos observando. O Inter enviou para muitas pessoas dois lances: o gol que fizemos contra o Corinthians no ano passado que foi anulado por um jogador supostamente impedido e levamos um gol idêntico do Mirassol. Saímos de um 8 para o 80. Hoje, o nosso atleta quase teve a perna quebrada e o VAR não chamou. O Heber Roberto Lopes já era ruim em campo e ficou pior no VAR”, disparou Barcellos.
“No jogo do Botafogo, o árbitro apitou durante um gol nosso e pediu desculpas em campo. Ganhamos 3×0, mas não aconteceu nada. Contra o Fluminense, um pênalti com o Ronaldo puxado dentro da área e o Fluminense bateu rápido, ele deixou, para nem dar tempo do VAR analisar. A falta do Renê era de vermelho. Depois, o puxão de camisa, que desde que eu nasci é amarelo. E ele não fez nada. Tanto é verdade que a primeira substituição depois disso foi tirar o Renê. Estamos na reta final e precisamos dos melhores árbitros. Não adianta baixar o tom e tentar construir relação de parceria no futebol brasileiro se a arbitragem só piora. Aí não adianta. Desculpe o desabafo, mas este é o tom do nosso vestiário hoje”, acrescentou.
O Inter segue no 16° lugar com 35 pontos, mas tem chances de voltar à zona do rebaixamento no decorrer da rodada. O próximo jogo é na terça que vem, em casa, diante do Coritiba.
“Viemos com o objetivo de ganhar o jogo e o jogo se desenhava para isso. Não podemos perder essa essência que foi recuperada. De luta, bravura e organização tática. Agora é hora de ir para o Beira-Rio de volta, mobilizar a torcida e fazer um grande jogo na terça-feira. Precisamos dessas vitórias com mobilização a cada jogo. Não tem outro jeito”, acrescentou Barcellos.









