Em grave crise financeira e devendo cerca de dois meses de direito de imagem aos jogadores, além de parte do último 13°, o Inter trabalha com urgência na busca por recursos para deixar tudo em dia. Focado nesta missão, o presidente Alessandro Barcellos sequer viajou para Salvador, onde o time enfrenta o Bahia logo mais em rodada importante do Brasileirão.
Quem acompanha a delegação em nome da diretoria é o vice-presidente Victor Grunberg e também o executivo Fabinho Soldado, segundo informações da Rádio Gaúcha. A dívida do Inter com os jogadores ultrapassa a casa de R$ 10 milhões.
“Quero reconhecer o grupo de atletas. Eles estão com parte dos vencimentos em aberto. O Inter não é o único com essa questão, mas é um fato que nos incomoda e incomoda os atletas. Temos dialogado diariamente com eles e a gente não vê, e eu desafio vocês, se tivemos alguma partida que os jogadores não entregaram tudo que podiam. Eu tenho absoluta certeza que, quando o resultado não vem, não é por falta de empenho”, admitiu Barcellos depois do empate no Gre-Nal da ida das quartas da Copa do Brasil.
Barcellos, que está na reta final do seu mandato, é presença assídua nos jogos fora de casa, mas, desta vez, cumpre “agenda institucional” em Porto Alegre. O foco é a busca por recursos em meio à terrível crise financeira, que inclui, aliás, um transfer ban aplicado pela FIFA pela compra do zagueiro Juninho em 2025.
Em campo, o Inter entra no jogo de logo mais contra o Bahia já na zona do rebaixamento por conta da vitória do Vasco para cima do Cruzeiro no sábado. O técnico Paulo Pezzolano não vai contar com os suspensos Bruno Gomes, Mercado e Paulinho. Um possível time colorado tem Matheus Cunha; Aguirre, Félix Torres, Maripan e Matheus Bahia; Villagra e Bruno Henrique; Vitinho, Carbonero, Alan Patrick e Bernabei.









