Aguirre diz que não queria Anderson em 2015 e admite surpresa ao voltar ao Inter em 2021

Técnico uruguaio concedeu diversas declarações ao canal do jornalista Filipe Gamba

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Atual treinador do Peñarol, do Uruguai, o técnico Diego Aguirre relembrou a sua longa história com o Inter em entrevista concedida aos jornalistas Filipe Gamba e Lucho Silveira. Dentre os principais destaques, a revelação de que não queria a contratação de Anderson para o elenco colorado de 2015 e a “surpresa” por ter sido convidado para voltar em 2021, já sob a direção do presidente Alessandro Barcellos.

Passagem em 2015 pelo Inter

Como treinador, não perdi Gre-Nal. Nem em 2015 nem em 2021. Foi um ano bom em 2015. Mas ficou a decepção de cair na semi da Libertadores, que era o grande objetivo. Estávamos focados 100% nela, mas caímos para o Tigres, do México. Vocês sabem que, no futebol, quando o projeto não dá certo, se troca o treinador. Mas ficou tudo bem. A diretoria que tínhamos em 2015 era um pouco complicada

A Libertadores de 2015 na visão de Diego Aguirre

Jogar fora de casa é sempre difícil e o Tigres se reforçou muito na época, comprando jogadores caros. No Beira-Rio, começamos com 2×0 em 20 minutos, poderíamos ter matado e aí veio o gol de bola parada deles. Acho que sim (se pesou o fato de estar suspenso, fora da casamata). Fiquei afastado em um banco na arquibancada e não pude nem ir ao vestiário. Depois, se estivéssemos na final, tudo seria possível. O River Plate era muito bom. Nem sempre ganha o favorito

Demissão do Inter na gestão Vitorio Piffero

Eu estava tranquilo, estava tudo bem. Tínhamos um Gre-Nal no fim de semana seguinte. Foi uma má decisão naquele momento, porque os jogadores também não esperavam. Ficaram um pouco tristes. Uma decisão errada que afetou o rendimento do Gre-Nal. Acho que os dirigentes tomaram umas cervejas e decidiram me demitir no outro dia (risos). Acho que, comigo, não tomaríamos 5. Levar 5 no Gre-Nal acho que mostra que havia desequilíbrio emocional

Anderson

Anderson era um jogador que não estava bem. Trouxeram ele como um craque. Foi uma irresponsabilidade total com o clube. Quando me perguntaram sobre ele, eu disse para não trazer. Busquei informações e disse que não queria. Uma semana depois ele estava no Beira-Rio. Ele era um bom menino, não tive problemas com ele, mas não gostei de como as coisas aconteceram

Retorno ao Inter em 2021

Para mim foi uma surpresa voltar ao Inter em 2021. Estava pela rua, andando, quando recebo mensagem no celular se eu gostaria de voltar. Disse que sim, claro. Em três dias, estava em Porto Alegre novamente. Um orgulho voltar para a cidade que eu adoro. Tivemos esse segundo ciclo que não foi como eu imaginava. As coisas começaram bem, mas não nos classificamos para a Libertadores e foi um ano ruim para o Inter. A questão da possível ida para a Seleção do Uruguai atrapalhou, tirou um pouco o meu foco. Mas fiquei sem Inter e sem Seleção. Me senti mal pela situação

Áudio polêmico de Paulo Paixão

Todos nós mandamos áudios que, se saem, estamos mortos (risos). Ele errou, mandou para alguém que confiou. Não foi um problema. Paulo é um fenômeno, uma pessoa do bem. Após o áudio, ele pediu demissão. Foi como se tivesse resolvido. Já não era um problema ali de dentro. Não foi uma crise

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