Foi com um improvável gol de Adriano Gabiru que o Inter chocou o mundo e derrubou o Barcelona na final do Mundial de 2006. Mas, por pouco, o herói da conquista não ficou de fora inclusive da viagem para o Japão, algo que era o desejo de alguns dirigentes colorados da época. Quem bancou a sua viagem foi o treinador do time, Abel Braga, que relembrou o caso em nova entrevista ao jornalista Duda Garbi.
Segundo Abel, Gabiru só entrou no jogo por conta da saída do volante do Barcelona, Thiago Motta, que hoje é o treinador da Juventus, da Itália. No extracampo, o ex-técnico colorado confirmou que o autor do gol da final “se largou” depois do título da Libertadores.
“Ele treinou muito bem, mas não foi esse motivo dele ter entrado. Se o Thiago Motta não sai, ele não entraria. Entraria um cara com características parecidas com o Fernandão. Mas botei ele pelas características. Ele treinou como não tinha feito desde que ganhamos a Libertadores. O Gabiru se largou de uma maneira… tanto que muita gente não queria que eu levasse pro Mundial”, afirmou Abel, antes de acrescentar:
“Depois que ganha a Libertadores, tem muito prêmio, aí vem muita festa, era muito festa. Vem de uma origem humilde, família difícil. A torcida vaiava, ele entrava pouco. Eu o conhecia, era muito bom jogador. Falei pro Fernando Carvalho pra trazer correndo. E poderia ter ido bem mais longe”.
Mais falas de Abel Braga nesta entrevista:
“Satisfeito eu não vou estar nunca. Eu estou satisfeito com o que eu consegui no futebol. Mas vou te ser bem sincero, cara. Eu falo de coração principalmente para o torcedor colorado. Se eu for para o Inter, eu quero ir para conseguir ajudar em uma coisa que eu não consegui dar. Um título brasileiro ou de Copa do Brasil. Para mim, só uma Libertadores seria pouco”
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“A única coisa que me chateou é que eu não fui comunicado. Hoje eu me dou muitíssimo bem com o Barcellos. E como eu torço para o Inter é óbvio que eu torço para ele. Teve um fato que o levou a isso. A eleição foi em dezembro. E no meio disso a equipe teve uma sequência incrível. Ele contratou uma outra pessoa. Correto, justíssimo. Ele deixou alguma coisa garantida para o fim do Brasileirão. Normal. Eu acho que se ele pudesse desfazer o pré-contrato assinado, ele teria feito. Mas não podia“