William diz que queria ir ao hospital visitar Bolaños e afirma ter sido sem querer: “Metade do RS me odeia”

Lateral-direito do Cruzeiro teve um lance polêmico em Gre-Nal quando jogava pelo Inter

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Hoje no Cruzeiro após passar anos no futebol alemão, o lateral-direito William voltou a falar de um dos lances mais polêmicos de sua carreira: a cotovelada no rosto de Bolaños, em 2016, em um Gre-Nal na Arena, que acabou fraturando parte da face do então jogador do Grêmio. Em entrevista concedida ao jornalista Duda Garbi, o ex-colorado reafirmou ter sido sem querer, confessou que recebeu “ameaças” de torcedores rivais e explicou por que não foi ao hospital na época se desculpar pessoalmente:

A repercussão na época

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Na época foi difícil. Eu recebi muita ameaça. As pessoas sabiam a placa do meu carro. Logo que aconteceu, eu passei sempre a ir com alguém no carro nos treinos. O Alisson, o Muriel… me acompanhavam muito. Realmente, metade do Rio Grande do Sul passou a me odiar. Quando voltou o segundo tempo daquele jogo, cada vez que eu pegava na bola já era uma pancada e um tumulto. Eu e o Ramiro nos damos muito bem, mas naquela época ele estava me caçando (risos). Muitos não acreditam, mas dentro de campo eu chego firme, só que nunca para quebrar o maxilar de alguém

Lance “sem querer”

As pessoas não entendem, mas foi totalmente sem querer. Lembro bem do lance. Eu estava indo na bola em diagonal e vi ele vindo correndo. Eu pensei: vou jogar o cara na grade, lá na arquibancada se possível. Gre-Nal não dá para chegar leve. Só que ele é menor que eu. Na hora que eu firmei o braço, o antebraço pegou no rosto dele. Na hora eu nem vi. Quando bate, eu caio para frente. O árbitro deu falta em mim. E ele jogou o primeiro tempo todo ainda. Conversei com ele, vi sangue na boca dele, mas ele disse que estava tudo tranquilo. Ninguém percebeu que havia essa fratura

Por que William não foi no hospital?

Fui abastecer o meu carro e um menininho veio me dizer que me conhecia. E ele disse: ‘Foi tu que matou o Bolaños’. E eu: ‘Que matei o quê, sai fora’ (risos). Mas vários gremistas que me conheceram pessoalmente pediram desculpas por terem me xingado. Quando aconteceu o negócio, eu iria no hospital. Estava tudo combinado de eu ir. Só que a conversa vazou. Aí a torcida estava indo pro hospital também. Eu pedi desculpa pela imprensa e depois em outro jogo eu pedi desculpa para ele. Trocamos camiseta e ficou tudo de boa

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