
+ Weverton voltou a falar sobre uma das decisões mais marcantes da carreira recente. O goleiro deixou o Palmeiras, clube onde virou ídolo e conquistou títulos importantes, para defender o Grêmio no início de 2026. Agora convocado para a Copa do Mundo, ele tratou a mudança como um movimento difícil, mas necessário dentro da trajetória profissional.
A saída chamou atenção justamente pelo tamanho da história construída em São Paulo. Weverton disputou 454 jogos pelo Palmeiras e deixou o clube como o goleiro mais vencedor da história alviverde. Foram 12 títulos, incluindo duas Conmebol Libertadores, três Campeonatos Brasileiros, quatro Paulistões, uma Copa do Brasil, uma Recopa Sul-Americana e uma Supercopa do Brasil.
Antes de explicar a decisão, o goleiro contextualizou o peso emocional da escolha. Weverton reconheceu que não foi simples deixar o ambiente em que tinha identificação, respeito da torcida e posição histórica. Mesmo assim, avaliou que algumas decisões de carreira exigem risco e coragem.
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“Realmente, não foi uma decisão fácil, por toda história que tenho no Palmeiras, mas na vida temos que ser corajosos. Às vezes vamos ter que tomar decisões difíceis, mas que nos trarão recompensas, e foi o que fiz”, disse Weverton, em entrevista ao portal da FIFA.
Weverton cita coragem em chegada ao Grêmio
A chegada ao Grêmio aconteceu em um momento importante da carreira. Aos 38 anos, Weverton buscava seguir competitivo, manter sequência e permanecer no radar da Seleção Brasileira. A convocação para a Copa do Mundo de 2026 acabou ampliando a leitura sobre a escolha feita no começo da temporada.
O goleiro também fez questão de demonstrar gratidão ao Palmeiras. A mudança de clube não apagou a identificação com a torcida paulista, que voltou a receber o jogador com carinho em abril. Na ocasião, o Grêmio visitou o Palmeiras em Barueri e perdeu por 2×1, mas Weverton foi ovacionado pelos torcedores após o apito final.
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“Sou muito grato ao Palmeiras, à torcida do Palmeiras, por tudo que vivi lá. Foi uma decisão baseada em oração, perguntando a Deus se era o que ele queria para minha vida. Tenho certeza de que foi uma tomada de decisão importante para minha carreira”, analisou Weverton, em entrevista ao portal da FIFA.
O contexto da saída também envolveu disputa interna no Palmeiras. Weverton deixou o clube em meio à concorrência pela titularidade com Carlos Miguel, que se firmou após a saída do ídolo. O goleiro chegou a negociar com o Bahia, mas recebeu proposta do Grêmio e foi liberado para seguir a carreira em Porto Alegre.
No Tricolor, a chegada teve impacto imediato pelo peso do nome e pela experiência acumulada. Weverton entrou no elenco como jogador de liderança, acostumado a decisões e com passagem consolidada pela Seleção. A convocação para o Mundial reforçou esse status e colocou o Grêmio novamente ligado diretamente ao grupo brasileiro em uma Copa.
Além da mudança de clube, Weverton reencontrou na Seleção nomes com quem teve ligação no Palmeiras. O goleiro citou Danilo Santos e Endrick, jovens formados no clube paulista. A presença dos dois no ambiente da Seleção ajuda a manter laços da passagem anterior, agora em um momento diferente da carreira.
Para o torcedor gremista, a fala ajuda a entender o tamanho da escolha feita pelo goleiro. Weverton deixou uma zona de conforto rara no futebol brasileiro para assumir novo desafio no Grêmio. A ida para Porto Alegre teve risco, cobrança e adaptação, mas também manteve o jogador em evidência no ano mais importante do ciclo de seleções.
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