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Sandro admite tristeza por ter recebido “não” do Inter em 2020: “Me sentia pronto”

Ex-volante concedeu nova entrevista para o jornal Zero Hora e relembrou momentos

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Depois de consolidar uma carreira na Europa e ficar novamente livre no mercado, Sandro sonho e se colocou à disposição para retornar ao Inter em 2020, mas teve o desejo frustrado e viu o clube, que na época era treinado por Eduardo Coudet, contratar o volante argentino Musto. Com portas fechadas no Beira-Rio, o campeão da Conmebol Libertadores de 2010 acabou indo para o Goiás.

“Eu tinha 31 anos, estava rescindindo o contrato, os caras me afastando. Você quer que eu tenha ‘números’? Isso machuca, porque eu me sentia pronto para voltar e para ajudar. Aí eles vão lá na Argentina, pegam um jogador mais velho do que eu (Damián Musto), sem entender nada do clube, e eu vou para o Goiás, porque não tive oportunidade”, contou Sandro, em nova entrevista ao jornal Zero Hora.

Sandro, que encerrou a carreira em 2022 e atualmente se tornou treinador profissional de futebol, mantém carinho pelo Inter mesmo com esse frustrante episódio.

“Eu sei diferenciar isso muito bem. Sempre vou amar o Inter e passo isso aos meus filhos. Eu tenho muita vontade de levar meus filhos a primeira vez no estádio. Mas não vou mentir, fiquei triste com a direção”, declarou o ex-volante, lembrando que na época o Inter era comandado pelo presidente Marcelo Medeiros em seu último ano de gestão.

Sandro relembra geração vitoriosa do Inter

Antes de rumar para a Europa no meio de 2020 vendido ao Tottenham, da Inglaterra, Sandro fez parte dos títulos da Sul-Americana de 2008 e da Conmebol Libertadores de 2010 pelo Inter.

“Era um grupo de vencedores. Grupo forte, unido. Se você pegar a diferença do Inter de 2006 para 2010, saíram peças. Mas ficaram Índio, Bolívar, Clemer. Até nós, que éramos da base, conhecíamos o clube e nos entregávamos, porque aquilo era o nosso clube. A gente vivia aquilo”, acrescentou.

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“Taison era colorado desde pequeno, Alex também viveu 2006. A gente perdeu jogadores, mas mantinha a base. Aí trouxeram o D’Alessandro, que foi entendendo a cultura do clube e aprendendo com os outros. Edinho saiu, mas passou tudo para D’Alessandro, para Guiñazu”, complementou.

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