Multicampeão como jogador do Grêmio e depois treinador do clube em duas ocasiões distintas, Roger Machado comprou uma briga com a torcida do clube ao aceitar comandar o rival Inter entre 2024 e 2025. Muitos não aceitaram e alguns episódios graves aconteceram, como a parcial destruição do seu nome na Calçada da Fama da Arena.
Quis o destino que o último jogo de Roger comandando o Inter fosse exatamente contra o Grêmio, no Beira-Rio, em uma derrota de 3×2 pelo Brasileirão. Hoje, ele se encontra livre no mercado após uma breve passagem pelo São Paulo antes da Copa do Mundo.
“A minha história com o Grêmio todo mundo sabe. Gostaria que pudessem separar a minha trajetória como treinador, os meus pés na calçada da fama e a minha imagem no mural da base com a minha carreira de treinador. Que é uma carreira de 12 anos buscando esse protagonismo nesse novo lugar. Um clube grande como o Inter, como eu já tinha treinado duas vezes o Grêmio, me ofereceu uma oportunidade ímpar. Sei que alguns gremistas se sentiram chateados e traídos, talvez por imaginarem outro desfecho, mas eu sei que isso é mais carinho do que qualquer outra coisa”, disse Roger, ao jornalista Duda Garbi, em entrevista que vai ao ar na íntegra neste domingo.
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Na mesma entrevista, Roger também revelou como foi a sua reação ao treinar o Inter pela primeira vez na Arena e admitiu ter sentido um ambiente de “disputa”, dentro de uma normalidade de um clássico tenso como o Gre-Nal.
No Inter, iniciou muito bem o seu trabalho em 2024 no lugar de Eduardo Coudet e conduziu o Inter em vaga direta na Conmebol Libertadores. No ano seguinte, porém, nem mesmo o título gaúcho conseguiu dar fôlego para as outras campanhas da temporada.









