Roger explica saída do Grêmio e revela que pedido de demissão foi para “ajudar” Bolzan a continuar no clube

Técnico trabalhou no Grêmio entre 2015 e 2016, deixando um legado técnico ao seu sucessor Renato Portaluppi

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A decepcionante derrota de 3×0 para a Ponte Preta, em Campinas, pelo Brasileirão de 2016, representou o ponto final da passagem de Roger Machado como técnico do Grêmio. Ainda no vestiário do Moisés Lucarelli, o presidente Romildo Bolzan Jr tentou convencer o técnico a permanecer, mas a decisão já era irreversível.

E, bem mais do que isso, visava ajudar a própria gestão de Bolzan, que, ali, vivia o seu segundo ano ainda sem títulos. Roger entendia que o trabalho fora de campo era muito bom e precisaria de mais tempo. Assim, tendo uma eleição batendo à porta, o treinador avaliou que a sua saída poderia representar a volta do bom futebol mais perto do pleito:

“Contra a Ponte Preta, era o quinto jogo que a gente não vencia. Quando pedi demissão. Foi logo no início da dupla Geromel e Kannemann. Entendi que precisava interromper aquela situação de desgaste externo em função dos maus resultados, compreendendo que o melhor era a minha saída. Romildo tentou me demover da ideia, mas ali foi uma decisão política, digamos assim, porque lembro que logo em seguida haveria eleição. A minha leitura foi que aquele trabalho da gestão precisava continuar. Eu sabia que os resultados iriam acontecer e que o campo precisava estar bem no momento da eleição. Não sei se faria diferente hoje”, comentou em entrevista aos jornalistas Luciano Potter e Rafael Diverio, do Grupo RBS.

Com a chega de Renato Portaluppi, a confiança e o bom futebol voltaram, proporcionando o título da Copa do Brasil, que quebrou o jejum de 15 anos sem grandes títulos. E Bolzan se reelegeu sem maiores dificuldades:

“O meu trabalho de um ano e meio foi proporcionado pela mudança de jogo. E falo à vontade do Renato. Joguei com ele e fui jogador do Renato no Fluminense. Cheguei no Grêmio por convite dele e do Cesar Cidade Dias para ser auxiliar. E os times do Renato sempre jogaram pra frente, com bom futebol. É a capacidade e desejo dele. O que permaneceu (do meu time) foi a forma de jogar. Acho que às vezes as pessoas, pelo estilo do Renato, diminuem a capacidade que ele tem de ver o jogo. O fato de eu pegar um livro pra estudar não quer dizer que eu saiba mais. Talvez o Renato veja muito mais jogos que eu. Ele tem uma sabedoria grande”, acrescentou Roger sobre o atual treinador gremista.

Roger Machado, atualmente, está sem clube desde que foi demitido do Bahia ainda no início do Brasileirão. Veja a íntegra da entrevista:

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