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Renova ou sai? Dirigente do Inter atualiza situação vivida por Thiago Maia

Executivo colorado falou sobre mercado, reposição e decisões importantes para o elenco

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Fabinho Soldado voltou a falar sobre o planejamento do Inter para a sequência da temporada e tocou em pontos importantes do elenco. Em entrevista ao jornalista Vagner Martins, o Vaguinha, o executivo colorado abordou a possibilidade de saídas na janela, a necessidade de reposição, a situação de Thiago Maia e o futuro de Sergio Rochet. O dirigente adotou cautela, mas deixou claro que qualquer decisão passará por critérios técnicos, financeiros e esportivos.

O tema ganha peso porque o Inter chega ao período de pausa com cobranças sobre desempenho, elenco e planejamento. A janela costuma movimentar especulações, especialmente em jogadores valorizados ou com situação contratual em aberto. Fabinho reconheceu a preocupação do torcedor, mas afirmou que, neste momento, o clube não tem proposta formal na mesa por atletas do grupo.

“Não temos, nesse momento, nada em relação à proposta. Não tem proposta na mesa. E, como eu te falei, para mim é uma coisa natural que as propostas realmente cheguem para a gente sentar na mesa com as pessoas que realmente vão tomar a decisão importante na parte técnica, na parte financeira, na parte daquilo que for importante para o clube. E a tomada da decisão vai acontecer com todo esse critério”, disse Fabinho Soldado.

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A fala ajuda a reduzir rumores imediatos, mas não fecha portas para movimentos futuros. O próprio executivo lembrou que é natural que propostas cheguem e sejam avaliadas. A diferença, segundo ele, está no processo de decisão, que precisa considerar a parte técnica, o orçamento e o impacto competitivo para o restante da temporada.

Outro ponto importante da entrevista foi a condição para eventuais vendas. Fabinho não tratou saídas como algo necessariamente ruim para o clube, desde que exista equilíbrio. O dirigente lembrou que o orçamento prevê movimentos de saída e chegada, mas indicou que o Inter não pode enfraquecer o elenco sem reposição adequada.

“Uma coisa que não pode acontecer é que a gente perca jogador e a gente não consiga fazer a reposição. Novamente, eu não encaro as saídas de uma forma ruim para o clube, desde que ela seja equilibrada, desde que a gente tenha a oportunidade de fazer a reposição necessária daquilo que você perde”, afirmou Fabinho Soldado.

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Thiago Maia e Rochet entram no radar

A entrevista também trouxe uma atualização sobre Thiago Maia, que tem contrato até o fim do ano. O volante pode assinar pré-contrato com outro clube a partir de julho, o que aumenta a pressão por uma definição. Fabinho confirmou que o jogador tem o desejo de continuar, mas deixou claro que a decisão final passa pelo atleta.

A situação de Thiago Maia é uma das mais sensíveis do planejamento colorado. Ele ainda tem importância no elenco e conta com aprovação da comissão técnica para permanecer. Ao mesmo tempo, a proximidade do fim do contrato obriga o Inter a evitar uma indefinição prolongada.

“O atleta tem todo o direito de fazer a sua opção. Isso é muito natural. O tempo dessa conversa, a cada dia, fica apertado. O atleta tem o desejo de continuar, o treinador também. Já foi feita a conversa com o jogador e eu espero que ele possa tomar a decisão de permanecer para que a gente consiga planejar o elenco do Inter para esse reinício de temporada com ele”, explicou Fabinho Soldado.

No caso de Rochet, Fabinho também evitou uma definição fechada. O goleiro está com a seleção do Uruguai na Copa do Mundo e segue como titular do Inter enquanto estiver apto. O dirigente citou uma cláusula contratual já conhecida, mas preferiu não cravar uma posição definitiva sobre o futuro do uruguaio.

“Rochet tem o seu contrato com a gente. Enquanto estiver apto para jogar, ele é o titular do Paulo, do Inter. É um jogador que está na Copa do Mundo, então a gente espera que ele possa voltar em condições de continuar jogando. Existe uma cláusula no contrato dele que já é notória e vai se renovando… agora, não tem como te dar uma posição realmente definitiva [sobre a cláusula no contrato de Rochet]. O jogador tem nos ajudado, está comprometido com o nosso trabalho”, disse Fabinho Soldado.

A declaração não significa que o Inter esteja parado no mercado. Pelo contrário, Fabinho deixou claro que o departamento de futebol observa possibilidades e tenta melhorar o elenco a cada período. O cuidado está em não transformar observação de mercado em promessa de contratação, especialmente em uma posição que ainda tem Rochet como referência.

Sobre esse ponto, o executivo reforçou que o clube avalia nomes oferecidos, mas sem indicar uma busca desesperada. A ideia apresentada foi de acompanhamento constante do mercado. Ao mesmo tempo, Fabinho sustentou que a comissão técnica trabalha com confiança nos goleiros que estão no elenco.

“O Inter recebe diversas ofertas todos os dias. Então, a gente analisa tudo que vem para a gente. Mas o fato é que o Paulo está trabalhando com todos esses que aqui estão. A gente precisa contar e fortalecer o trabalho com quem está aqui. No momento, o Paulo está satisfeito com o que ele tem”, completou Fabinho Soldado.

O cenário mostrado pelo executivo é de cautela e planejamento. O Inter não tem proposta na mesa, admite avaliar saídas, exige reposição em caso de perda importante e tenta resolver situações contratuais antes que elas virem problema maior. Para o torcedor, a entrevista mostra que a janela será tratada com atenção, mas sem decisões precipitadas.

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