fbpx

Renato diz que trabalho no Flamengo o consagraria na Europa e admite que tinha “as chaves do CT” do Grêmio: “Me metia, sim”

Treinador está sem clube desde que deixou o Flamengo após a perda da Libertadores de 2021

Sem clube desde a derrota na final da Libertadores de 2021, quando não fez o seu Flamengo vencer o Palmeiras, o técnico Renato Portaluppi concedeu entrevista ao programa Tá na Área, do SporTV, defendendo o trabalho realizado na Gávea. Em sua visão, pelos resultados atingidos, ele sairia “consagrado” se fosse em qualquer clube da Europa:

“Nem todo treinador vai ganhar tudo. Comigo no Grêmio foi assim. Ganhei e perdi, mas foram cinco anos de sucesso. Com esse vice da Libertadores e o vice do Campeonato Brasileiro, se fosse na Europa o treinador estaria consagrado. Além disso, ganharia uma sequência. Tanto que meu aproveitamento no Flamengo foi de quase 74%, mesmo com vários jogadores no departamento médico, uma decisão a cada três dias. Mas isso faz parte da cultura brasileira. Estou com a consciência tranquila do trabalho que faço nos clubes”, declarou.

No Grêmio, foram quase cinco anos ininterruptos entre setembro de 2016 e abril de 2021. E, nesta entrevista, ele confirmou que tinha “as chaves do CT”, se “metendo” em todas as áreas relacionadas ao time:

“Fiquei quase cinco anos no Grêmio e conquistamos sete ou oito títulos. E digo com toda a humildade do mundo: eu não tinha a chave da Arena, tinha a chave do CT. Todo treinador que se garante tem que ter a chave do CT. Quando as coisas dão errado, o treinador que é o demitido. Eu combinava assim com o presidente: ele cuidava da Arena, eu do CT. Me metia em todos os departamentos. Se via algo errado, falava com profissionais para eles mudarem”, disse, antes de acrescentar:

“Se você é competente, você tem de ter a chave do clube, ao menos do CT. Eu me metia em todas as áreas do clube, sim. Eu entendo de todos os babados, conversava com todos os profissionais e as coisas andavam tranquilamente”.

Sobre o difícil momento atual do Grêmio, que jogará mais uma Série B, Renato adotou um certo tom de mistério:

“Não posso falar do atual momento do Grêmio. O que está acontecendo lá eu sei. Mas não cabe a mim, cabe ao clube responder. De forma geral, não especificamente no Grêmio, o futebol é a profissão que emprega mais gente incompetente no mundo. Muita gente tem o poder da caneta, em qualquer clube do mundo, mas não entende absolutamente nada. A minha amizade com presidente, funcionários e jogadores continua. Mas eu prefiro me omitir do momento atual do clube”, concluiu.

Gostou do site? Então deixe sua curtida:

Publicidade

Utilizamos cookies. Aceitar Ler políticas