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Renato admite “guerra” para salvar o Grêmio e cita “coisas estranhas” no Brasileirão

Treinador gremista também explicou a escolha por time mesclado no Maracanã

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O técnico Renato Portaluppi admitiu o incômodo por voltar a ver o Grêmio na zona do rebaixamento do Brasileirão, algo que ficou mantido depois da derrota de 3×1 para o Flamengo fora de casa nesta quarta-feira. Em coletiva de imprensa, ele explicou a escolha por uma escalação modificada, disse estar vendo “coisas estranhas” no campeonato e projetou “guerra” para salvar o Tricolor nos quatro jogos finais – Bahia em casa, Santos fora, Corinthians fora e Mirassol em casa.

As mudanças na escalação: “O treinador de futebol está 24 horas com o grupo todo. Ele conhece mil vezes mais os jogadores do que vocês, pois estamos lá com eles todos os dias. As decisões são tomadas em conjunto. A gente conversa com os atletas e o meu time está cansado. A cada três dias temos uma competição e temos que matar leão. E a maioria dos rivais estão brigando lá em cima, com cabeça boa e confiança. Nós, não. Eu tenho um time cansado. Uns 10, 12 jogadores pendurados, fora os que estão no DM. Aí vocês querem que eu coloque todo mundo cansado contra o Flamengo para não ter ninguém para jogar no sábado? Para ter 30% do time contra o Bahia? Se alguém entendeu, parabéns. Se não entenderam, não posso fazer nada”.

Mudança de esquema tático: “Mudamos o esquema pois o Flamengo tem atacantes que jogam muito por dentro. Se jogássemos com três zagueiros, poderia ser um massacre. Quase como foi contra o Palmeiras, mas ali conseguimos segurar. O meio de campo ficaria muito aberto. Enfrentando o Flamengo no Maracanã não dá para dar espaço. No segundo, melhoramos em relação ao primeiro tempo. Mas pagamos pelos nossos erros”.

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Voltar para o Z4: “Incomodar, sempre incomoda. Mas eu já tinha dito que havia essa possibilidade de voltarmos ao Z4 especialmente pelos jogos que o Grêmio teria. Infelizmente, é uma coisa normal. Já disse que vamos sofrer até o final. O objetivo é permanecer, mas vai ser uma guerra. Ninguém gosta desse impacto de estar na zona, apesar de eu estar vendo coisas estranhas no campeonato. Mas vamos virar a chave, esquecer e pensar no Atlético-MG”.

Semi de sábado contra o Atlético-MG na Copa do Brasil: “Será dureza. O Atlético-MG estará mais descansado esperando a gente. Depois vamos pensar no Brasileirão. A final da Copa do Brasil só vai ser depois do campeonato. Vamos buscar os pontos nos quatro jogos para ficar na Série A”.

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