+ Pedro Ernesto Denardin fez uma cobrança pesada sobre as finanças do Grêmio nesta sexta-feira e colocou o destino da arrecadação recente do clube no centro de uma nova discussão. Ao comentar a decisão gremista de não aumentar a proposta por Everton Cebolinha, novo reforço do Santos, o narrador da Rádio Gaúcha defendeu a postura da direção, mas aproveitou o cenário para questionar como o Tricolor segue atravessando dificuldades mesmo depois de operações milionárias ao longo de 2026.
A manifestação apareceu em coluna publicada na GZH. Pedro argumentou que seria irresponsável aumentar compromissos financeiros apenas para conseguir a contratação de Cebolinha e lembrou que o Grêmio ainda possui uma série de obrigações. Foi neste ponto que elevou o tom da cobrança sobre os recursos movimentados pelo clube durante a temporada.
“Imaginem, torcedores, que o Grêmio já faturou mais de R$ 200 milhões este ano e o dinheiro desapareceu”, afirmou Pedro Ernesto, antes de falar do jogador e de valores:
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“Claro que Everton Cebolinha acrescentaria muito ao time do Grêmio. A direção se esforçou, oferecendo R$ 1,1 milhão por mês ao jogador. Só que seus empresários ainda queriam luvas. Não sei exatamente de quanto, mas deve ser alguma coisa acima de R$ 5 ou 6 milhões. Aí a negociação foi travada pelos dirigentes. Este é um jogador de 30 anos, que já está milionário e que poderia se acomodar como tantos outros em um contrato de três anos”.
Grêmio já movimentou valores expressivos em vendas
A crítica encontra um contexto de forte arrecadação com negociações de jogadores. Levantamento publicado recentemente pelo Zona Mista apontou o Grêmio na segunda colocação entre os clubes da Série A que mais obtiveram recursos com vendas e empréstimos com compensação financeira em 2026. O total do levantamento chegou a R$ 260,886 milhões em oito operações, atrás somente do Palmeiras.
O número, porém, representa o valor das operações realizadas e não significa automaticamente que todo esse montante tenha ficado disponível no caixa de forma imediata. Transferências podem envolver parcelas, percentuais pertencentes a outros clubes, comissões, impostos e compromissos já assumidos. Pedro Ernesto não apresentou na coluna uma demonstração contábil de desaparecimento de recursos e utilizou a expressão como uma crítica pública à situação financeira gremista.
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A cobrança ganha força porque o próprio Grêmio reconheceu recentemente a dificuldade. O vice-presidente Eduardo Schumacher afirmou nas redes sociais que o clube atravessa uma “fase crítica financeiramente” e classificou 2026 como um ano de travessia. Ao mesmo tempo, a direção realizou duas vendas importantes no meio da temporada: Viery para a Fiorentina e Gabriel Mec para o Porto.
Parte do dinheiro da negociação de Viery já teve uma destinação conhecida. Depois da entrada da primeira parcela paga pela Fiorentina, o Grêmio regularizou salários e direitos de imagem que estavam atrasados com o elenco profissional. A operação ajudou a aliviar o caixa em julho, mas não eliminou outras obrigações acumuladas pelo clube.
A situação financeira também interferiu diretamente na tentativa por Cebolinha. O Grêmio ofereceu aproximadamente R$ 1,1 milhão mensais e contrato até o final de 2027, sem luvas, enquanto o atacante pretendia um vínculo mais longo e condições financeiras superiores. Sem acordo, o jogador acabou fechando com o Santos.









