
O experiente preparador físico Paulo Paixão decidiu se manifestar após ver seu nome envolvido em críticas sobre a condição física do Inter. Em ligação ao vivo para o programa Debate Raiz, em especial para João Batista Filho, o profissional que trabalhou com Roger Machado defendeu o próprio trabalho e rebateu a versão de que o rendimento do elenco teria caído por motivos físicos.
Durante a conversa, Paixão destacou que as recentes oscilações do Inter não têm relação com o condicionamento físico, mas sim com o abalo emocional causado pelas eliminações na Copa do Brasil e na Conmebol Libertadores. Segundo ele, seria impossível a nova comissão técnica modificar a preparação física em tão pouco tempo.
“Não tem como, em quatro dias ou três dias e meio, o time mudar fisicamente. Isso não existe. O que melhorou foi a parte anímica, e nisso a nova comissão está de parabéns”, disse o preparador.
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O preparador também defendeu o trabalho feito antes da troca de comando, lembrando que todos os relatórios do departamento físico permanecem arquivados e disponíveis para consulta. Ele aproveitou para criticar a repercussão das críticas, dizendo que seu nome foi injustamente exposto.
“Tenho 50 anos de profissão. Não preciso provar meu currículo para ninguém. Sempre chego com a minha filosofia de trabalho e respeito quem vem depois. Mas não dá para jogar o nome da gente aos leões sem necessidade”, declarou.
“Não sei quem começou, mas a imprensa espalhou”, afirma Paixão
Paulo Paixão também aproveitou o espaço para criticar o modo como as informações se espalharam na mídia. Ele disse não saber quem foi o primeiro a apontar supostos problemas físicos na equipe, mas responsabilizou parte da imprensa por repercutir o assunto sem checar a origem da crítica.
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“Colocaram meu nome contra o trabalho do clube. Não sei quem foi o primeiro que falou, mas a imprensa pegou o gancho e foi divulgando. Todo mundo saiu repetindo a mesma coisa”, afirmou.
O preparador reforçou que não vê problema na mudança de metodologia com a nova comissão técnica, mas lamentou que comentários infundados tenham colocado em dúvida sua credibilidade profissional.
“O que o time precisava era melhorar o emocional. As eliminações pesaram. Os jogadores são seres humanos, sentem o ambiente. Agora, fisicamente, não houve problema algum”, completou Paixão.
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A fala do preparador repercutiu nas redes sociais e reacendeu o debate entre torcedores colorados sobre o equilíbrio entre parte física e emocional no desempenho do time. Mesmo fora do clube, Paixão deixou claro que defende o legado do trabalho feito e que não aceitará ver sua trajetória ser colocada em dúvida.
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