Na despedida, Medeiros diz que Abel encaixou o time e escolhe os dois melhores jogos do Inter no ano

Presidente colorado deu uma longa entrevista coletiva de despedida na tarde desta segunda-feira

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Em tom de despedida, a coletiva virtual de imprensa do presidente Marcelo Medeiros nesta segunda-feira reuniu palavras de aprovação, elogio e reconhecimento ao atual técnico Abel Braga, que acertou a sua continuidade no clube até fevereiro de 2021. Para o ainda mandatário, o treinador “achou” o time desde o 2° tempo do empate em 2×2 com o Atlético-MG, em Belo Horizonte, pelo Brasileirão.

Ao fazer este elogio, Medeiros foi ainda mais além e cravou que os dois melhores jogos colorados no ano foram sob comando de Abelão: o 1×0 fora de casa sobre o Boca pela Libertadores e o 2×0 no Beira-Rio diante do Palmeiras na penúltima rodada do Brasileirão.

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“O time encaixa mesmo é no segundo tempo contra o Atlético-MG, com aquele gol do Peglow. Temos apresentado produção mais consistente. Na minha modesta opinião, as apresentações contra Palmeiras e Boca foram as melhores do ano”, resumiu.

No retorno a Porto Alegre em 2020, a comissão técnica conduzida por Abel tem 11 partidas com cinco vitórias, dois empates e quatro derrotas, o que resulta em um aproveitamento de 51,51%. A próxima partida é contra o Ceará, fora de casa, dia 7 de janeiro.

Confira outras declarações de Marcelo Medeiros nesta segunda-feira:

Missão

“Algumas pessoas acreditam em destino, acaso ou sorte. Eu, pessoalmente, acredito em missão. E minha missão foi cumprida e será cumprida até amanhã (terça-feira). A missão de entregar um clube muito maior e em melhores condições do que recebi. Entregamos um Inter mais eficiente e profissional em todas suas áreas”

Como entrega o Inter

“O Inter que entregaremos é protagonista no Brasil e no continente. É competitivo em todos os campeonatos que disputa. Mais uma vez, se encaminha para uma classificação para a Libertadores e com chances de título no Brasileirão. Mas devo admitir que nos faltou a taça. O torcedor espera e merece essa taça. Essa missão, infelizmente, nós não concluímos. Mas a terra foi arada, as sementes cultivadas e, logo ali na frente, a colheita virá”

Ausência de títulos

“Só faltou o título. O difícil é chegar a uma decisão. Depois da campanha de 2018, que surpreendeu alguns (terceiro lugar no Brasileirão), nós entendíamos que a colheita seria realizada ali na frente e poderia se dar já em 2019. Chegamos a uma final de campeonato regional, perdemos nos pênaltis, e chegamos a uma final de Copa do Brasil. Se tivéssemos vencido aquela competição, o Inter teria coroado esta gestão que teve a coragem de assumir na segunda divisão e terminaríamos o ano com superávit. Mas a gente tem que ter a humildade de reconhecer que faltou o título”

Próxima gestão

“Vamos ter uma gestão com mandato de três anos. Deixem os caras trabalhar. Vão assumir com uma competição em andamento. Ninguém planejou o que está acontecendo, ninguém estudou para enfrentar um ano com esta complexidade. Então, vamos ter um pouco de paciência, de tolerância. Vamos deixar o Alessandro (Barcellos) trabalhar e torcer para que tenham sucesso. O sucesso deles vai fazer nossa felicidade”

Saída de Eduardo Coudet

“Tu contrata um treinador por dois anos e traz quatro auxiliares junto com ele. A pessoa se muda para Porto Alegre, vem de carro e aponta jogadores que ele gostaria de trazer, e esses jogadores vieram. Aí, duas semanas antes do jogo contra o Coritiba, em rede nacional, o Coudet encanta a todos pela simpatia, fala muito bem do clube e do nosso diretor-executivo. Duas semanas depois, diz que não tem mais cabeça para treinar o Inter. Tem certas coisas que não estão ao nosso alcance. Várias teorias surgiram sobre por que ele deixou o Inter e optou pelo Celta de Vigo. Acho que, para um argentino, trabalhar na Espanha é sempre uma alternativa para entrar no mercado europeu. Mas tudo que estava ao nosso alcance, fizemos”

Autoestima dos torcedores do Inter

“Recuperamos a autoestima do torcedor da rua, não do torcedor do Twitter, que é um espaço muito bélico. Em 2017, quando assumimos, existia essa falta de autoestima. Havia gente que queria ver o colorado na Série A em março, agosto, mas não era assim. Tínhamos que passar a Série B. Mas hoje essa autoestima foi resgatada e só não vê quem não quer”

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