Medeiros diz que não “morre de amores” por Coudet e vê treinador atrapalhado com “tanto jogador bom”

Em nova entrevista, Marcelo Medeiros falou sobre a sua relação com Coudet

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Em entrevista concedida nesta semana ao jornalista Filipe Gamba, no YouTube, o ex-presidente do Inter entre 2017 e 2020, Marcelo Medeiros, abriu o jogo sobre a sua relação com o técnico Eduardo Coudet e explicou o polêmico episódio da saída do treinador na primeira passagem, mesmo sendo líder do Brasileirão. O antigo mandatário, que está fora da vida política do clube, ainda acredita que, atualmente, Coudet pode estar “meio atrapalhado com tanto jogador bom”:

Questão do linguajar e de não falar português

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Depois de tudo que aconteceu, o pessoal sabe que eu não morro de amores pelo Eduardo Coudet (…) Estou vendo a série do Romário. Há um amigo dele que diz que, em três meses da passagem dele no PSV, já falava o idioma. E o nosso treinador está na terceira passagem por clube no Brasil e não faz nenhum esforço de falar português. Essa é uma das coisas que eu acho que ele poderia melhorar

Surpresa com pedido de saída do Inter

Eu fui surpreendido. No primeiro jogo do 2° turno contra o Coritiba… aquele negócio de grupo curto, a cada jogo que o resultado não vinha ele queria contratar alguém. Tem gente assim. Quando perde, tem que trazer alguém. Ele queria muito um zagueiro argentino e eu disse: ‘Se tu quer zagueiro, bota o Moledo para jogar’

Fatídico jogo contra o Coritiba

Terminou o jogo contra o Coritiba, nós com um jogador a menos e só com três substituições feitas das cinco possíveis. O último jogador que entrou foi o Musto e precisávamos ganhar. O D’Alessandro não entrou e não ficou satisfeito de não entrar. Eu estava cumprimentando os jogadores no fim do jogo e o Rodrigo Caetano me chama para dizer que o Coudet queria falar comigo

A reunião com Coudet

Ele me disse: ‘Tô saindo, não posso mais, não consigo tirar mais nada do grupo’. E eu: ‘Mas como, cara? Temos dois anos de contrato’. Tinha quatro pessoas na sala. Eu, Coudet, Rodrigo Caetano e Alexandre Chaves Barcellos. Mais ninguém. Ele nos disse que não estava indo embora por ter outro clube. Acho que pegou até a comissão técnica dele de surpresa. Eu disse pra ele antes de sair: ‘Não tem ninguém maior que o Inter’. Se precisar, falo de novo. Falei e saí. No dia seguinte, saiu a notícia do Celta de Vigo

Coudet é mala?

Eu sou advogado, estou acostumado com chatos. No futebol tem malas. Aquele negócio de grupo curto era uma muleta. Ele se apoiava naquilo. Teve um jogo na Colômbia, da nossa classificação da Libertadores, que o Leandro Fernández é expulso e o Moledo é o melhor em campo, que o Coudet fica de costas para a partida. Quando terminou esse jogo, ele disse que também estava indo embora. Eu falei para o grupo na roda depois desse jogo e ressaltei a força do grupo, o esforço de jogar com um a menos e, como exemplo, citei o Moledo. E o Coudet não gostou disso

Momento atual do Inter

Eu não sei se ele não está meio atrapalhado com tanto jogador bom. Mas isso agora é problema do Alessandro, do Felipe Becker, do Magrão. Eu agora sou um simples torcedor

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