Ex-vice de futebol do Inter e depois presidente do clube entre 2017 e 2020, Marcelo Medeiros opinou sobre a difícil fase colorada em entrevista ao jornalista Nando Gross e se manifestou sobre a reunião da atual gestão com ex-dirigentes e pré-candidatos na última segunda-feira. Medeiros não foi convidado e disse discordar da sugestão apresentada sobre Roberto Siegmann como eventual novo vice de futebol.
Medeiros alegou que Siegmann sequer tem o hábito de assistir futebol e lembrou que ele está afastado do dia a dia do clube já há muitos anos. Com isso, considerou esta sugestão uma “solução mágica”:
“Várias pessoas me ligaram perguntando se eu estive nesta reunião. Não fui convidado. Pelo que consta, nenhum ex-presidente esteve na reunião. Sugeriram o nome do Roberto Siegmann, mas o Roberto não assiste futebol. Não vê futebol. E está afastado do clube desde 2010, 2011, 2012. Seria uma fórmula mágica. O que eu penso é que tu tem que ouvir o Abel Braga, que é a pessoa mais experiente e de maior credibilidade dentro do futebol. Não dá para vir com solução mágica”, iniciou.
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O Inter está sem vice de futebol desde a reta final do ano passado com a saída de José Olavo Bisol. Em 2026, o presidente Alessandro Barcellos não nomeou ninguém para a pasta. Medeiros também falou sobre outros nomes que estiveram nesta reunião:
“O Leonardo Aquino não sabe nem onde fica o vestiário do Inter. Nunca comandou um grupo de atletas nem da base. O Amarante também. Qual a experiência que esses caras têm para sugerir nomes para o futebol? Seria magia. O Melo, o Chaves Barcellos e Papaléo já estiveram no vestiário. Eu não acho que o Siegmann seja o nome apropriado. O que me causa surpresa é não ter um vice de futebol desde a saída do Bisol e o presidente nunca teve o cuidado de colocar alguém. Agora é um movimento tardio”, citou o ex-presidente, antes de finalizar:
“Tu acha que vice de futebol ganha jogo? O vice tem que ser uma pessoa da mais absoluta confiança do presidente. A relação de um vice com o presidente é umbilical. Quando o Luigi me convidou para ser vice em 2013, eu nunca omiti nenhuma informação do meu presidente”.
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Com a política fervendo nos bastidores, mas sem mudanças anunciadas até agora, o Inter tenta reagir no Brasileirão neste sábado, 17h, fora de casa, diante da Chapecoense. O Colorado ainda não venceu no campeonato depois da Copa do Mundo e tem mais de 70% de chances de rebaixamento, segundo recentes cálculos. O time é o 18° com 25 pontos.









