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Marlon revela 20 pinos e diz que jogadores do Grêmio se sabotaram

Lateral admite limitações físicas e detalha reação interna antes da classificação

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Voltando agora a ter sequência de jogos, Marlon deixou a Arena na quarta-feira após a classificação do Grêmio na Copa do Brasil com um relato que misturou dor física, cobrança e responsabilidade. Depois da vitória de 1×0 sobre o Mirassol, o lateral-esquerdo revelou que ainda sente os efeitos da grave lesão sofrida durante a temporada e contou que o elenco realizou uma conversa interna para reconhecer os próprios erros antes da decisão.

O jogador afirmou que possui 20 pinos e uma placa de titânio na canela. Embora já tenha retornado aos jogos, Marlon admitiu que ainda está distante da condição apresentada antes da fratura e enfrenta dificuldades principalmente nos primeiros minutos das partidas.

“Eu coloquei 20 pinos e uma placa de titânio na canela. É doído para correr”, declarou o lateral após a classificação gremista.

Marlon permaneceu aproximadamente quatro meses e meio sem atuar. O afastamento começou depois da lesão que exigiu uma operação e um longo processo de recuperação. O Zona Mista acompanhou o caso desde que o Grêmio confirmou a cirurgia e apresentou a previsão inicial de retorno.

O jogador não tentou esconder as limitações apresentadas diante do Mirassol. Ao avaliar o próprio desempenho, reconheceu erros técnicos e explicou que ainda sente uma espécie de atraso de reação no começo dos jogos. A competitividade e os duelos físicos, segundo ele, ajudam a recuperar a confiança enquanto o ritmo não volta completamente.

“Estou longe ainda. Na primeira parte, cinco bolas que eu peguei, errei seis. Fiquei quatro meses e meio sem jogar, então, às vezes, no começo dos jogos ainda estou com um delayzinho”, explicou.

O processo de retomada avançou gradualmente. Antes de voltar a ser relacionado, o lateral passou por fisioterapia, trabalhos individuais e atividades de recondicionamento. Em uma das etapas mais importantes, Marlon realizou seu primeiro treinamento com bola e começou a se aproximar da liberação para atuar.

A situação esportiva do Grêmio, porém, não permite uma volta sem pressão. O próprio jogador reconheceu que não existe tempo para recuperar tranquilamente o melhor nível físico e técnico. O clube precisa de resultados imediatos no Brasileirão e continua disputando a Copa do Brasil.

“Na nossa situação, não tem tempo para readaptação, não tem tempo para melhorar tecnicamente. Tem que ser do jeito que dá. Vou entrar ali acertando ou não, vou dar o meu 100%”, acrescentou.

Marlon revela reunião no Grêmio

Além de falar sobre a recuperação, Marlon revelou um bastidor que ajudou a modificar a postura da equipe. Antes da partida, jogadores e treinador participaram de uma conversa interna sobre as oportunidades recebidas durante a temporada e a responsabilidade pela situação atual.

O lateral afirmou que praticamente todos os integrantes do elenco foram utilizados em algum momento. Por isso, ninguém poderia reclamar de falta de chances. A cobrança passou a ser pela maneira como cada atleta aproveitou as oportunidades e pelo comportamento apresentado nas partidas anteriores.

“A gente conversou internamente entre jogadores e treinador também. Falamos que jogador nenhum aqui poderia reclamar de não ter recebido oportunidade. Tivemos uma temporada vasta de jogos, todo mundo recebeu oportunidade”, relatou.

Na sequência, Marlon utilizou uma expressão ainda mais forte. O jogador admitiu que o próprio Grêmio contribuiu para agravar a crise esportiva ao permitir que adversários fossem superiores e ao não apresentar a intensidade exigida em momentos decisivos.

“A gente, por muitas vezes, se sabotou durante a temporada. Deixou os adversários serem superiores e agora a água está no pescoço. A gente não tem mais gordura para queimar”, reconheceu.

O recado apresentado na reunião foi levado ao campo contra o Mirassol. Marlon afirmou que os titulares escolhidos precisavam disputar cada lance no limite e deixar de esperar que a tradição ou o peso da camisa fossem suficientes para garantir a classificação.

“Se não entrar para matar os caras e ganhar os jogos, a gente não sai da situação que vive hoje. Se entrasse de uma maneira morosa, achando que ganharia só pela cor da camisa, não estaria comemorando uma classificação”, acrescentou.

A mudança de comportamento não produziu uma atuação considerada brilhante pelo lateral. Em sua avaliação, o Grêmio apresentou dificuldades técnicas, mas recuperou características de entrega, disputa e agressividade que aproximaram a equipe da torcida. O próximo compromisso é neste sábado, 16h, em casa, contra o São Paulo, pelo Brasileirão.

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