Maicon abre o jogo sobre futuro da carreira, alega que não quer “roubar” o Grêmio e pensa em ser treinador

Camisa 8 gremista concedeu entrevista ao Globoesporte.com falando dos rumos da carreira

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Após virar notícia durante a semana ao desabafar na web indicando a saída do Grêmio em dezembro, que é quando acaba o seu contrato, o volante Maicon, de 35 anos, concedeu entrevista ao site Globoesporte.com e revelou os planos para a sequência da carreira. Ele admitiu pensar em jogar até o fim de 2022, desde que não fique apenas “roubando” o clube sem ajudar em campo. E, depois, quer focar em ser treinador de futebol:

Futuro como treinador:

“Se eu tiver oportunidade de ficar no clube no final da minha carreira, vai ser uma honra para mim. Eu vou me preparar para que no futuro eu seja um treinador de ponta e possa conquistar títulos no Grêmio”

SER UM AUXILIAR INICIALMENTE:

“Eu tive algumas conversas com o presidente, mas sabemos que o presidente não fica para sempre. Estou me preparando para fazer o curso de treinador, mas de início quero ganhar mais experiência, acompanhar mais. Se eu ficar no Grêmio, gostaria de ser um auxiliar permanente”

Trabalhos à parte:

“É indiferente, cada um tem sua maneira de trabalhar. Desde o Renato, quando comecei a ter esse problema, já vinha fazendo trabalhos à parte para poder jogar. Se eu não tiver vontade, a primeira coisa que eu faço é: “ó, chega, não quero mais, não tenho mais vontade de levantar cedo para treinar”. E muito pelo contrário, às vezes a gente vai treinar de tarde, e eu levanto cedo, vou para o clube, faço alguns trabalhos. Às vezes falamos porque vocês perguntam, não vou ficar falando que faço isso ou aquilo, as pessoas de dentro do clube que têm que ver o meu empenho para poder estar sempre melhorando para poder ajudar”

PARTE FÍSICA:

“A minha questão é mais na parte física. A cada dia venho conversando com a preparação, para tentar fazer trabalhos que vão me preparar pra jogar. No outro jogo que ganhamos de 8 a 0, consegui jogar o jogo inteiro, mas depois uns três ou quatro dias para a frente, foi complicado, porque é desgastante. Eu sinto mais que os outros. Aí no outro jogo fica fora, entra durante o jogo, e assim vai ajustando”

Não quer “roubar” o Grêmio:

“Eu não quero ficar no clube só pelas coisas que conquistei, pela gratidão do clube, pela torcida gostar do Maicon, saber que quando entro no campo procuro fazer meu melhor. Mas vou ver até o final do ano como estarei. Não quero estar no clube só por estar, ‘roubando’, como a gente fala, sem poder jogar”

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