
Ainda pressionado no cargo, mas mantido pela diretoria, Luís Castro poderá manter contra o Mirassol uma formação que ainda não apresentou respostas concretas no Grêmio. O treinador português estuda começar novamente com três volantes na partida de volta das oitavas de final da Copa do Brasil, marcada para esta quarta-feira, às 19h30, na Arena.
O problema está no retrospecto acumulado pelo desenho durante a temporada. Em 42 jogos disputados pelo Grêmio em 2026, Luís Castro começou 11 partidas com três meio-campistas de características predominantemente defensivas. O time venceu somente uma delas.
O levantamento publicado por GZH mostra ainda quatro empates e seis derrotas com essa estrutura inicial. O Grêmio marcou oito gols e sofreu 15, alcançando apenas sete dos 33 pontos possíveis. O aproveitamento é de 21,2%.
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A única vitória ocorreu sobre o Deportivo Riestra, por 1×0, na Arena, pela Copa Sul-Americana. Mesmo diante de números pouco animadores, Noriega, Villasanti e Juan Nardoni aparecem como candidatos a formar novamente o setor diante do Mirassol.
Outras formações produziram desempenho superior
A comparação com os demais jogos amplia o questionamento sobre a escolha. Nas 31 partidas em que Luís Castro começou com outras estruturas, o Grêmio conquistou 14 vitórias, dez empates e sete derrotas. O aproveitamento chegou a 55,9%.
O time também apresentou uma diferença expressiva na produção ofensiva. Foram 51 gols marcados nas partidas iniciadas sem o trio de volantes, média de 1,65 por jogo. Com três jogadores de perfil defensivo no meio, a média caiu para 0,73.
Defensivamente, o desenho mais conservador também não entregou a proteção esperada. O Grêmio sofreu 15 gols nos 11 jogos, média de 1,36. Nas outras 31 partidas, foram 28 gols concedidos, média de 0,90 por confronto.
Isso não significa que todos os problemas sejam provocados exclusivamente pela presença de três volantes. O time também apresentou dificuldades com dois jogadores no setor, três zagueiros e diferentes combinações no ataque. Os números, contudo, mostram que a estrutura mais cautelosa não resolveu a falta de equilíbrio.
Luís Castro já explicou que não considera apenas a posição original de cada jogador. Para o treinador, Villasanti e Nardoni podem avançar e assumir funções próximas às de um meia durante determinados momentos da partida. A execução desse plano, porém, ainda não se transformou em regularidade.
Grêmio precisa criar para superar o Mirassol
No entanto, o Grêmio não entrará em campo nesta quarta-feira para administrar uma vantagem. O empate por 1×1 no primeiro jogo deixou a eliminatória completamente aberta. Quem vencer na Arena avançará às quartas de final da Copa do Brasil, enquanto uma nova igualdade levará a disputa para os pênaltis.
O Mirassol ainda não perdeu para o Grêmio na história. Foram cinco encontros, com quatro vitórias do time paulista e um empate. O resultado do último domingo interrompeu a sequência perfeita do adversário, mas manteve o Tricolor sem conseguir vencê-lo.
Além de superar esse retrospecto, Luís Castro precisa encontrar soluções para aumentar a criação. O Grêmio teve dificuldades para acelerar a circulação da bola, ocupar o espaço entre o meio e a defesa do Mirassol e abastecer Carlos Vinícius durante o jogo de ida.
A ausência de Tetê representa outro problema. O atacante sofreu uma lesão muscular e deve ficar fora da decisão, abrindo uma disputa por posição no setor ofensivo. Gabriel Mec, Monsalve, Jovane Cabral e Braithwaite aparecem entre as alternativas avaliadas pela comissão técnica.









