
Considerado como um dos melhores jogadores do mundo no Futebol 7 e astro do G3X, na Kings League Brasil, Kelvin Oliveira, o K9, abriu o jogo de forma inédita sobre a sua passagem pelo Grêmio no ano de 2023. Ele apenas ficou treinando, com a expectativa de assinar contrato em definitivo, o que não veio a acontecer. Apesar, segundo ele, das promessas dos profissionais do clube na época.
“O Léo Moura, o Maicon, que são muito amigos do Renato Gaúcho, com alguns diretores, fizeram essa ponte. Rolou esse convite para treinar no Grêmio. O Fut7 tinha parado e eu estava sem competição. A torcida gremista foi muito f… comigo. Eles fizeram esse apelo, essa corrente, para dar certo. Na época, o Suárez estava meio ruim do joelho. Seria meio que um substituto do Suárez. Uma parada de cinema assim”, contou K9, ao jornalista Duda Garbi, antes de acrescentar:
“Primeiro, me botaram para treinar no Sub-20. Fiz o coletivo, eu fui, desceram alguns membros da comissão técnica para ver. Eles gostaram. No outro dia, fui treinar no profissional. Aí começou. Eles sabiam da minha limitação física e todos falavam que eu precisaria de um tempo para se adaptar no futebol de campo. Era sem pressão, eu não seria reprovado no primeiro dia”.
Necessitando de tempo para se adaptar ao futebol de campo, Kelvin, que havia sido eleito o melhor do mundo do Fut7 em 2021, seguiu treinando no Grêmio e começou a se destacar em amistosos. Ele não voltou mais para o Sub-20 e ficou fixo no profissional. Foi quando a fisiologia do clube preparou a ele um plano de 45 dias de preparação, o que deu a entender que ele seguiria no elenco com contrato assinado.
“Fui treinando. Sempre com os profissionais, não desci mais. Eu estava no grupo. Teve um coletivo de área a área, fiz três gols, fui bem. Eu já tinha feito todos os exames para poder assinar o contrato. Existia um otimismo para dar certo. Eu estava evoluindo fisicamente, melhorando. A gente acompanhava com GPS. Eu conversava muito com o Léo Moura, que fazia esse intermédio com o Grêmio”, citou Kelvin.
- Gremistas são presos no Paraguai e cantam músicas do Grêmio na viatura
- Vídeo aproximado mostra ação do gandula com defensor do Grêmio de costas
“Aí chegou o dia do jogo-treino contra o Lajeadense. Alguns sobraram e eu entrei no segundo tempo, faltando uns 25 minutos. Entrei e fiz o meu golzinho. Teve um cruzamento, rebateram, outro cruzamento e o meu gol. Antes do amistoso, eu estava bem otimista e o pessoal da fisiologia me pasou que teria um plano de 45 dias para mim. Um plano de treinamento de dois turnos para dar certo”.
“Nesse dia, de tarde, eu estava indo pra casa e vi que o Grêmio apagou o meu gol das redes sociais. Tinha dado uma repercussão. Fiquei preocupado. Mais tarde, quando acordei, o Léo Moura me ligou, falou que tinha dado alguma briga interna e pediram para suspender o plano que tinham feito comigo. Não deram uma justificativa muito certa. Por último, falaram da parte física. Que precisavam um reserva de imediato para o Suárez. Queriam algo urgente”, lamentou.
Depois, ele ainda conta que o Grêmio deu a ideia da sua permanência para jogar no time de Futebol 7 do clube, mas, diante de tanta incerteza e falta de convicção, ele foi se desgastando com as pessoas envolvidas na direção. Já desanimado com o futebol de campo, ainda teve uma outra tentativa pelo São José antes de voltar ao Fut7.
“Só que antes de eu começar os treinos eles já sabiam que eu precisava de adaptação. Antes do jogo-treino, falaram desse plano para mim de 45 dias de treino. No dia seguinte, o Paulo Caleffi foi mandado embora. Realmente deve ter tido alguma briga. Pelo que me falaram, o Renato queria que eu ficasse. Não sei, o futebol tem muita coisa por trás. Tinham me passado um planejamento, mas no mesmo dia não quiseram ficar comigo”, finalizou o jogador, que admitiu ter chorado em algumas ocasiões em casa em meio à indefinição do Grêmio.
No começo deste ano, Kelvin foi o grande destaque da campanha do título do Brasil na Kings World Cup Nations, uma liga de Fut7 que envolveu competição entre países neste mês de janeiro. Recentemente, o Santos, através de Neymar, tentou levar o jogador de volta para o campo, mas ele resistiu e ficou na sua modalidade.