A Justiça Federal negou um pedido da Polícia Federal para sequestrar até R$ 1 milhão em bens e valores do ex-zagueiro Pedro Geromel, um dos maiores ídolos recentes do Grêmio. A solicitação fazia parte de uma investigação que apura movimentações financeiras relacionadas à Metalsur, empresa que aparece em apuração sobre lavagem de dinheiro e extração ilegal de cassiterita na Terra Indígena Yanomami.
O valor chamou a atenção da PF porque Geromel recebeu R$ 1 milhão da Metalsur. O repasse apareceu a partir da quebra de sigilo dos principais investigados no caso, os empresários Diego e Matheus Possebon. Segundo a apuração publicada por GZH, a polícia pretende esclarecer a origem e a justificativa da movimentação financeira.
O pedido de bloqueio foi analisado pela juíza Mirna Brenda de Magalhães Salmázio, substituta da 4ª Vara Federal Criminal de Roraima. A magistrada entendeu que, com os elementos reunidos até este momento, as movimentações não podem ser tratadas necessariamente como produto de crime e, por isso, rejeitou a medida patrimonial solicitada pela PF.
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Decisão não encerra apuração envolvendo Geromel
A negativa ao sequestro representa uma decisão específica sobre o patrimônio do ex-jogador. A investigação que tenta esclarecer os repasses identificados pela Polícia Federal permanece como tema distinto. Geromel aparece no caso como recebedor do valor, enquanto a Metalsur e empresários ligados à companhia estão no centro das apurações sobre a origem dos recursos.
Outro ex-jogador do Grêmio citado nos documentos é Lucas Leiva. Conforme a mesma apuração, a PF identificou um repasse de R$ 125 mil relacionado ao ex-volante, mas não solicitou sequestro desse montante.
Geromel encerrou a carreira ao fim de 2024 depois de mais de uma década defendendo o Grêmio. Capitão em momentos históricos e campeão da Conmebol Libertadores de 2017, o ex-zagueiro permanece fortemente identificado com o clube mesmo após a aposentadoria.
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