
O Inter chega à pausa do calendário com um problema que vai além do campo. Em meio à cobrança pela campanha irregular no Brasileirão, a direção trabalha com uma diretriz financeira clara para a próxima janela. O clube quer reforçar o grupo de Paulo Pezzolano, mas sem aumentar a folha salarial do futebol, que está próxima de R$ 20 milhões mensais. Na prática, qualquer chegada deverá ser compensada por saídas no elenco.
O cenário ganha peso porque o Inter ainda está longe da meta prevista em orçamento para 2026. A projeção colorada é arrecadar R$ 204 milhões com vendas de jogadores até dezembro, mas nenhuma negociação relevante foi feita até agora. Por isso, a próxima janela aparece como um período decisivo para o clube tentar equilibrar caixa, folha e competitividade. A preocupação cresce porque o time também precisa reagir esportivamente.
A pausa para a Copa do Mundo deixou o ambiente ainda mais sensível. Depois da derrota por 3×1 para o Bragantino, o elenco entrou em férias e só terá reapresentação no dia 22 de junho. O clube já marcou jogo-treino contra o Coritiba para o dia 4 de julho, em Porto Alegre, dentro da intertemporada. Esse período será usado por Pezzolano para ajustar a equipe, mas também pelos dirigentes para tratar o mercado.
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A direção entende que não pode desmontar o time de qualquer forma. Mesmo assim, não há jogador totalmente blindado diante de uma proposta considerada fora do padrão. Bernabei, por exemplo, é tratado como um dos principais ativos do elenco. Bruno Gomes também aparece como nome valorizado, especialmente por atuar como lateral-direito e volante.
Nos bastidores, a tendência é segurar os jogadores considerados importantes. O clube, porém, admite que algumas situações podem mudar conforme o tamanho das ofertas.
Nomes valorizados, salários altos e jogadores fora dos planos
Entre os nomes com maior possibilidade de movimentação, Rafael Borré volta a ser observado com atenção. O atacante tem um dos maiores salários do elenco e não vive o impacto esperado no Beira-Rio. O River Plate acompanha a situação do colombiano, que já fez história no clube argentino. Uma saída, se avançar, aliviaria a folha e ainda poderia gerar compensação financeira ao Inter.
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Bernabei também já despertou interesse do River Plate nos últimos meses. Os argentinos chegaram a buscar informações sobre valores, mas a pedida colorada foi considerada alta naquele momento. Hoje, o lateral segue valorizado e não é tratado como atleta disponível a qualquer custo. Ainda assim, a necessidade de vendas impede que o Inter feche portas antes de ouvir propostas.
Bruno Gomes é outro caso importante. O Bahia já tentou envolver o jogador em conversas por Iago Borduchi e também preparou investida pelo colorado. O Athletico-PR apresentou oferta anteriormente, e o São Paulo chegou a sondar a situação. O Inter recusou as movimentações, mas o nome segue no radar do mercado brasileiro pela versatilidade e pela idade.
No meio-campo, Thiago Maia vive um cenário diferente. O volante tem contrato somente até o fim do ano e poderá assinar pré-contrato com outro clube a partir de julho. O Inter tenta renovar para evitar uma saída sem compensação financeira em janeiro. O Santos já tentou contratá-lo em mais de uma ocasião recente, e a indefinição torna o caso delicado para a direção.
Alan Rodríguez também está na lista de jogadores que podem abrir espaço. Contratado junto ao Argentinos Juniors por 4 milhões de dólares, o uruguaio ainda não conseguiu grande sequência no Inter. O Nacional demonstrou interesse, mas as conversas não avançaram porque o clube uruguaio buscava empréstimo. O Inter, neste momento, aceita apenas uma venda definitiva para recuperar parte do investimento.
Richard e Clayton Sampaio completam o grupo de situações observadas. Richard não atuou em 2026, treina separado e já esteve em negociações anteriores, mas preferiu permanecer em Porto Alegre. Clayton tem poucas oportunidades, mas possui contrato longo, até 2028, o que dificulta uma saída simples.
O desafio colorado, portanto, será fazer caixa sem enfraquecer ainda mais o grupo. A direção sabe que a torcida espera reforços, principalmente pela campanha instável no Brasileirão. Ao mesmo tempo, a folha próxima de R$ 20 milhões obriga o clube a medir cada movimento. A janela pode definir não apenas entradas e saídas, mas também o tamanho da reação do Inter na volta da temporada.
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