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Inter prepara última investida por Álex Arce e depende de vendas para avançar

Fabinho Soldado espera sinal para viajar a Mendoza e tentar destravar a contratação do centroavante

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O Inter prepara uma nova e possivelmente decisiva tentativa para contratar Álex Arce, centroavante paraguaio de 31 anos do Independiente Rivadavia. O diretor executivo Fabinho Soldado aguarda uma sinalização financeira para viajar a Mendoza, conversar diretamente com os argentinos e tentar destravar uma operação considerada difícil.

O principal caminho para criar os recursos necessários passa pela saída de Braian Aguirre. O Rosario Central voltou a procurar o Inter pelo lateral-direito, mas as partes ainda discutem o modelo da transferência. Enquanto o clube argentino demonstrou interesse em uma cessão, a direção colorada prefere uma venda ou uma estrutura que garanta retorno financeiro mais consistente.

Outra possibilidade seria negociar o volante Alan Rodríguez com algum clube sul-americano. Esse movimento, porém, ainda precisa ser construído e não possui o mesmo nível de andamento das conversas envolvendo Aguirre. A estratégia do Inter é reunir pelo menos uma parte da quantia estimada em US$ 3 milhões pedida pelo Independiente Rivadavia.

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A informação representa uma mudança em relação às etapas anteriores. O interesse do Inter por Álex Arce já havia ganhado força, mas ainda existiam versões divergentes sobre a abertura de uma negociação formal. Agora, a apuração aponta uma ação planejada: gerar receita, obter autorização e enviar Fabinho Soldado à Argentina.

Venda de Braian Aguirre pode financiar a tentativa por Álex Arce

O Inter retomou as conversas para negociar Braian Aguirre porque entende que precisa transformar jogadores com menor utilização em capacidade de investimento. O lateral tem contrato longo e permanece integrado ao elenco, mas perdeu espaço nas escalações de Paulo Pezzolano.

A direção não pretende liberar o atleta apenas para reduzir a folha. O objetivo é construir uma operação que gere dinheiro para o caixa e permita avançar por um centroavante. Essa condição explica a resistência ao empréstimo simples sugerido pelo Rosario Central. O Inter quer uma venda definitiva ou garantias financeiras mais fortes.

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Álex Arce tornou-se o principal alvo para o ataque depois da saída de Rafael Borré. O paraguaio marcou 11 gols em 22 partidas na temporada, oito deles em cinco jogos pela Conmebol Libertadores. O desempenho o colocou na liderança da artilharia continental e aumentou a valorização no Independiente Rivadavia.

O atacante possui características de presença de área, jogo aéreo e definição em poucos toques. Aos 31 anos, seria contratado para oferecer resposta imediata, e não como uma aposta de desenvolvimento ou futura revenda. Por isso, o custo total da operação precisa ser analisado em relação à necessidade esportiva e ao momento financeiro colorado.

O Independiente já adotou publicamente uma postura de valorização. Um dirigente chegou a negar a existência de negociação em uma etapa anterior, embora reconhecesse o interesse do Inter como motivo de orgulho. A declaração não impede contatos posteriores, mas reforça que o clube argentino não pretende facilitar a liberação de seu principal goleador.

Segundo a imprensa argentina, a equipe de Mendoza também procura uma possível reposição e avalia Maxi Salas, do River Plate. Essa movimentação pode indicar preparação para diferentes cenários, mas não comprova que a saída de Arce esteja acertada. O negócio continua dependente de proposta, negociação entre clubes e acordo com o jogador.

A situação do Inter aumenta a urgência. Alerrandro é o único centroavante experiente de origem no grupo principal, enquanto João Bezerra e Fabrício Prado representam alternativas jovens. Vitinho também já foi utilizado centralizado. A direção considera necessário acrescentar um jogador com capacidade de assumir a titularidade e aumentar a concorrência.

Ao mesmo tempo, o clube não pode ignorar as limitações de caixa. O pagamento de uma transferência, mesmo parcelada, envolve também salários, luvas, comissões e impostos. A tentativa de vender antes de comprar procura evitar que o reforço amplie um desequilíbrio financeiro já reconhecido internamente.

A possível viagem de Fabinho Soldado ainda depende do sinal verde. Portanto, o cenário não deve ser apresentado como contratação encaminhada. O Inter preparou a estratégia, definiu Álex Arce como prioridade e trabalha para reunir recursos. A execução da cartada final será determinada pelo avanço das saídas.

Se Aguirre for negociado nas condições pretendidas, a direção ganhará margem para abrir uma conversa mais concreta em Mendoza. Caso a operação não avance, o Inter poderá precisar buscar outro modelo de pagamento ou voltar a alternativas mais acessíveis no mercado.

Álex Arce permanece como o sonho para o comando do ataque. A novidade é que o clube já conhece o caminho necessário para tentar realizá-lo: vender, liberar orçamento e colocar Fabinho Soldado frente a frente com o Independiente Rivadavia.

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