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Inter moderniza Beira-Rio com VAR semiautomático e expõe mudança importante

Colorado recebe nova estrutura em parceria com a CBF para qualificar decisões de impedimento

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O Inter iniciou uma mudança importante na estrutura do Beira-Rio. Em parceria com a CBF, o clube está implementando o sistema de VAR semiautomático no estádio. A tecnologia tem foco principal nos lances de impedimento, justamente uma das situações que mais geram demora, debate e interferência humana no futebol brasileiro. O anúncio foi feito pelo próprio Inter, em publicação oficial sobre a modernização no Gigante.

A novidade não envolve apenas uma atualização simples de equipamento. Segundo André Dalto, vice-presidente de administração do Inter, o processo começou após uma notificação da CBF para visita técnica no Beira-Rio. A análise serviu para mapear tudo o que seria necessário para adaptar o estádio ao novo sistema. O dirigente explicou que a implementação faz parte de um projeto liderado pela entidade nacional.

De acordo com informações publicadas sobre o processo, a estrutura recebeu mais de dois mil metros de cabos e suportes para 28 iPhones no estádio. Esses aparelhos serão utilizados no sistema de monitoramento semiautomático do VAR. A ideia é reduzir a dependência de marcações manuais e dar mais precisão às análises de impedimento.

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A fala de André Dalto ajuda a dimensionar o tamanho da mudança. O dirigente detalhou o objetivo do projeto e explicou por que o sistema tem impacto direto na rotina da arbitragem.

“É um projeto liderado pela CBF, onde se visa modernizar e automatizar o sistema de VAR, em específico nas situações de impedimento, onde ainda se tem muita interferência humana. Com essa tecnologia, que já se usa em outros países e está chegando no Brasil, ele busca cada vez mais minimizar essa interferência e se fazer de uma maneira automatizada e mais precisa. Então esse é o grande benefício dessa nova tecnologia que está sendo instalada no Brasil”, disse André Dalto, vice-presidente de administração do Inter.

VAR Semiautomático em jogos do Inter, no Beira-Rio
Foto: YouTube/Inter

Inter adapta Beira-Rio e reforça imagem de estádio moderno

A implementação também se conecta com o peso institucional do Beira-Rio. O estádio já foi sede da Copa do Mundo de 2014 e está previsto como sede da Copa do Mundo Feminina de 2027. Para o Inter, esse histórico aumenta a responsabilidade de manter a casa colorada atualizada com exigências modernas de operação, tecnologia e experiência de jogo. A FIFA confirmou Porto Alegre entre as cidades-sede do Mundial feminino de 2027.

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André Dalto também destacou esse ponto na explicação. O dirigente relacionou a instalação do sistema com a busca do Inter por modernização do Beira-Rio. A declaração mostra que o clube trata a tecnologia como parte de um movimento maior, não apenas como recurso pontual para partidas.

“Fomos notificados pela CBF de uma visita técnica com o intuito de implementação dessa tecnologia. Essa visita foi realizada aqui no Beira-Rio, com a presença também da Federação Gaúcha. Nesta visita se fez uma análise técnica de tudo o que precisava ser feito para adequar o estádio a esta tecnologia. Foram colocados mais de dois mil metros de cabos, instalados racks para suporte de 28 iPhones no estádio Beira-Rio, que serão utilizados pelo sistema de monitoramento semiautomático do VAR”, afirmou André Dalto.

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A chegada do sistema ocorre em um momento no qual o futebol brasileiro discute cada vez mais a atuação da arbitragem. Lances de impedimento costumam gerar reclamações pela demora na checagem e pela interpretação das linhas. O VAR semiautomático busca justamente diminuir essa margem de interferência manual, embora a decisão final continue dentro do protocolo da arbitragem.

O Inter ainda não deve vender a novidade como solução para todos os problemas do VAR. O sistema promete mais precisão em impedimentos, mas não elimina debates sobre faltas, pênaltis, cartões e interpretações de campo. Por isso, a informação mais segura é que a tecnologia qualifica uma parte específica da análise: a automatização em situações de impedimento.

Ainda assim, a instalação representa um avanço relevante para o Beira-Rio. Em jogos grandes, qualquer lance milimétrico pode mudar classificação, tabela e ambiente. Para o Inter, ter o estádio adaptado ao novo modelo reforça a ideia de modernização e pode colocar o Gigante em um patamar mais alinhado ao futebol internacional.

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