
Mesmo com o comando técnico indefinido para a próxima temporada, o Inter já começou a ajustar o elenco que se reapresenta no início de janeiro. A diretoria trabalha em paralelo em duas frentes: enquanto aguarda a definição do novo treinador, acelera conversas sobre saídas e permanências do atual grupo. Nesse cenário, a tendência mais forte é a não continuidade de Óscar Romero, meia paraguaio contratado em 2025 e que nunca conseguiu emplacar uma sequência real como titular ao longo do ano.
A situação do comando técnico segue em aberto. Tite, que chegou a ser o grande sonho da direção, está encaminhado com o Cruzeiro e não deve assumir o Inter, abrindo espaço para outros nomes entrarem no radar. Um deles é o uruguaio Paulo Pezzolano, que tem reunião prevista com a cúpula colorada nas próximas horas. A ideia do clube é ouvir o projeto do treinador, entender suas exigências e, a partir disso, acelerar a montagem do departamento de futebol e do elenco para 2026.
No meio desse processo, o Inter sabe que não pode esperar apenas pelo novo técnico para agir. A reapresentação já tem data e o calendário de 2026 será apertado, o que exige decisões rápidas. Por isso, alguns movimentos são considerados “naturais”, independentemente de quem sentar no banco. Óscar Romero se encaixa justamente nesse perfil: jogador experiente, com bom currículo, mas que não se firmou e praticamente não teve sequência entre os 11. A tendência atual é de que ele seja liberado para buscar outro clube.
Inter ajusta elenco enquanto define treinador e futuro de Óscar Romero
Nos bastidores, a possibilidade mais concreta é de retorno de Romero ao futebol paraguaio. O nome do Cerro Porteño aparece como um dos interessados em contar com o meia, em cenário que agradaria ao atleta pela chance de voltar ao seu país e ainda disputar competições continentais. A negociação, porém, ainda passa por ajustes entre clubes e representantes, e o Inter prefere manter a postura habitual de só confirmar qualquer acerto quando tudo estiver assinado.
A saída de Romero, se confirmada, tende a ser apenas a primeira de uma lista maior de desligamentos. Depois de um 2025 muito aquém das expectativas, com luta contra o rebaixamento até a última rodada, a direção entende que o elenco precisa ser “enxugado” e remodelado para dar espaço a novas peças, sejam contratações, sejam jovens da base. O desenho exato dessa faxina, contudo, só será definido após a escolha do novo treinador, que terá peso importante na indicação de carências e prioridades.
Hoje, o departamento de futebol tem em Abel Braga sua principal referência, agora como diretor técnico. Caberá a Abel, ao lado do presidente Alessandro Barcellos, conduzir as conversas com Paulo Pezzolano ou outro nome que possa surgir, alinhando o perfil do treinador ao tamanho da reconstrução necessária. Enquanto isso, casos como o de Óscar Romero ajudam a pavimentar o caminho para um Inter diferente em 2026, com menos improviso e mais convicção na hora de montar o grupo.
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