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Iarley relembra início como capitão do Inter na Libertadores de 2006 antes de Fernandão

Ex-atacante relembrou histórias daquela temporada em uma nova entrevista

BRAÇADEIRA

Ídolo da torcida do Inter pela participação em grandes títulos, Iarley voltou no tempo e relembrou 20 anos atrás em entrevista dada ao comunicador colorado Lelê Bortholacci, que se surpreendeu ao recordar que o atacante iniciou a Conmebol Libertadores de 2006 como capitão. Foi apenas durante a competição que a braçadeira foi parar no braço de Fernandão, de onde não saiu mais.

No meio do caminho, Iarley acabou tendo uma lesão no tornozelo e perdeu espaço para Rafael Sobis. Quando voltou ao time, teve a iniciativa de dizer para Fernandão seguir exercendo a capitania da equipe:

“Muita gente não lembra, mas eu fiz toda a fase de grupos da Conmebol Libertadores de 2006 como capitão. Eu era um cara mais tático, de função, de marcar. Aí eu tenho uma lesão no tornozelo e o Sobis vem voando. O Abel coloca ele no meu lugar e depois o garoto assumiu. Em um jogo que fui substituído, dou a faixa para o Fernandão. E aí ele inicia como capitão do time”, diz Iarley, que amplia:

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“Depois, eu deixei para ele. ‘Pode ficar, Fernandão’. Olha o tamanho do homem, falava grosso. Eu era uma liderança do grupo, do vestiário, já o Fernandão era um motivador, falava com o Abel, com o Fernando Carvalho, tinha uma relação melhor com os dirigentes. Deixávamos o nosso treinador tranquilo. E, automaticamente, o Fernandão teve o mérito de se tornar o nosso capitão. O grupo sentia que ele tinha a imposição de um capitão”.

Grupo do Inter preparado para vencer

Iarley, que atualmente é treinador profissional de futebol, relembrou a união do grupo desde a abertura da pré-temporada de 2006 em busca dos grandes títulos que viriam a seguir:

“A gente inicia a pré-temporada falando da Conmebol Libertadores e de ganhar esse título. Claro que sentíamos que ganharia o Gauchão, mas nem se comentava muito. Queríamos Conmebol Libertadores e Brasileirão. Dizíamos ‘esse ano é nosso’, porque o nosso time era muito bom e o grupo muito unido. O Abel vinha com aquela questão de sempre ser vice, mas a gente dizia que ganharia também por ele. Porque ele merece”.

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