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Grêmio tem custo de R$ 95 milhões com futebol em três meses

Demonstrativo financeiro mostra impacto do elenco nas contas do primeiro trimestre

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O Grêmio fechou o primeiro trimestre de 2026 com um número que ajuda a explicar o alerta financeiro nos bastidores do clube. Entre janeiro, fevereiro e março, o Tricolor teve custo superior a R$ 95 milhões apenas na soma de remuneração, encargos, luvas e direitos de imagem dos atletas. O recorte aparece no demonstrativo financeiro publicado pelo clube e mostra o peso do futebol profissional nas contas. O período terminou com déficit de R$ 124,6 milhões.

O valor de R$ 95 milhões não representa todo o custo da atividade do futebol, mas reúne duas rubricas centrais do elenco. A primeira é a de remuneração de atletas, encargos e luvas, que chegou a R$ 57,1 milhões nos três primeiros meses do ano. A segunda é a de contratos de cessão de direitos de imagem, que alcançou R$ 38,38 milhões no mesmo período. Na prática, o Grêmio gastou pouco mais de R$ 30 milhões por mês nesse pacote ligado diretamente aos jogadores.

O dado ganha ainda mais relevância porque o clube vive um ano de reformulação. O elenco passou por saídas, rescisões e novas composições depois da troca de gestão no futebol. Parte dos valores lançados no primeiro trimestre está ligada a decisões tomadas para reorganizar o grupo. Por isso, o número não deve ser lido apenas como folha mensal, mas como reflexo de salários, direitos de imagem, luvas e efeitos contábeis da montagem do elenco.

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Conta do futebol pressiona planejamento do Grêmio

O demonstrativo também mostra outro ponto importante: as indenizações chegaram a R$ 21,3 milhões no trimestre. A maior parte desses pagamentos foi acertada para ser quitada ao longo de 24 meses, mas entrou no balanço do período. Esse detalhe ajuda a entender por que o impacto financeiro aparece de forma mais forte no primeiro trimestre, mesmo sem todo o dinheiro sair imediatamente do caixa.

As despesas em negociações de atletas também pesaram. O Grêmio registrou R$ 16,2 milhões nessa rubrica entre janeiro e março. O maior valor mensal apareceu em fevereiro, com R$ 10,5 milhões. O número reforça como a montagem e a desmontagem de elenco mexem diretamente no resultado financeiro. Em um clube com dívida elevada, cada movimento de mercado passa a ter efeito esportivo e contábil.

O contexto aumenta a pressão por novas receitas. Internamente, a situação financeira é tratada como delicada, principalmente por causa do acúmulo de contratações nos últimos anos e do impacto no fluxo de caixa. A recomendação apresentada no Conselho Deliberativo foi buscar novas fontes de receita, explorar melhor a Arena e realizar vendas de atletas na janela de transferências. O objetivo é equilibrar as contas sem desmontar completamente o elenco.

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