Depois de muito reclamar no pós-jogo da última quarta-feira, no Engenhão, no Rio de Janeiro, palco da derrota de 3×2 para o Botafogo pelo Brasileirão, o Grêmio teve conhecimento a partir de divulgação da CBF do áudio do VAR no gol anulado de Carlos Vinícius. O lance ocorreu nos acréscimos do segundo tempo e teria dado um ponto importante para o Tricolor na briga contra o rebaixamento.
Thiago Duarte Peixoto, árbitro que estava no VAR, fez a recomendação para a árbitra de campo Edina Batista, que seguiu sua orientação: “Decisão factual: o jogador que faz o gol está em posição de impedimento”, disse Peixoto.
A diretoria do Grêmio, claro, protestou contra o lance e enviou o consultor de arbitragem, Leonardo Gaciba, para se reunir com a CBF nos dias seguintes no Rio de Janeiro. Já o vice de futebol Rafael Lima, publicamente, chegou a falar em “vergonha”:
“Tivemos ímpeto e entrega para buscar um resultado contrário de dois gols, mas fomos prejudicados outra vez no Brasileirão. O gol anulado por impedimento do Carlos Vinícius tem imagens que deixam o lance, pelo menos, inconclusivo. E lances inconclusivos, de mesma linha, são normalmente marcados para o ataque. Hoje vimos uma vergonha. A tecnologia servindo para prejudicar a equipe que fez o gol. É uma vergonha. São erros sistemáticos contra o Grêmio. Não adianta a CBF nesta semana reconhecer que esse gol foi legal e que teve um pênalti no Carlos Vinícius. Esses pontos não voltam”, declarou o dirigente gremista.
Posteriormente, o jornalista e apresentador do SporTV, André Rizek, apurou com a CBF a informação de que o impedimento dado do centroavante do Grêmio foi por apenas 1 centímetro. O resultado negativo ampliou a pressão no Tricolor, que agora aposta no técnico Renato Portaluppi para começar a reação já contra o Palmeiras, domingo, 11h, na Arena.









