Na mesma entrevista em que prometeu comemorar normalmente um gol em eventual Gre-Nal na final do Gauchão, o volante Edenilson, ao canal 4D Esportes, fez uma breve comparação entre os trabalhos do atual treinador do Grêmio, Gustavo Quinteros, com o ex-comandante Renato Portaluppi. O jogador admitiu que são “jeitos diferentes” de trabalhar.
Confirmando que prefere atuar mais pelo meio, Edenilson destacou que Renato dá mais liberdade para os jogadores, especialmente os de ataque, enquanto Quinteros “gosta de uma organização maior”:
“Eu sempre fiz todo lado direito. De lateral, ala, volante pelo lado e extremo. Me identifico com esse lado. Mas realmente eu gosto de jogar pelo meio. O Quinteros gosta de jogar com dois internos. São jeitos diferentes de trabalhar. O Renato dá muita liberdade para os jogadores e o Quinteros gosta de uma organização maior. É uma questão dos jogadores entenderem e se adaptarem”, afirmou.
Edenilson chegou ao Grêmio durante a temporada de 2024, no último ano de Renato no Grêmio. Antes, foi rival de Portaluppi por um bom tempo enquanto defendeu o Inter entre 2017 e 2022. Até chegar ao tricolor, vinha defendendo as cores do Atlético-MG.
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Renato voltou a falar do Grêmio
Por falar em Renato, ele voltou a falar publicamente do Grêmio em entrevista dada na semana passada ao Charla Podcast, onde justificou a sua saída do clube no fim de 2024. Desde então, segue sem trabalhar no futebol, apesar de propostas recebidas na virada de ano de Santos e Vasco da Gama.
“Por causa da enchente. O Grêmio disputou Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores fora da Arena. O Grêmio é muito forte lá. Imagina o Botafogo não jogar no Maracanã e no Engenhão. E jogar em outro estado. Ficamos 40 dias em um hotel longe da família e tendo que dar resultado. As pessoas morrendo, passando fome, sem comida. Alguns achavam que era tudo normal”, afirmou Renato, antes de acrescentar:
“Nesses 40 dias, não tive problema algum com os jogadores. Aí começaram a cobrar. Mas estou com a consciência tranquila. Tanto que depois da enchente eu procurei o presidente e falei: ‘Esquece, final do ano vou sair fora’. Já tinha comunicado a ele. Nada iria me segurar. Eu precisava de férias. Pelo desgaste”.