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Feliz no Inter, Paixão diz que trabalho de Ramírez dificilmente daria certo e que o time vinha “correndo errado”

Novo coordenador da preparação física do Inter conversou com a Rádio Gaúcha

Em sua primeira entrevista exclusiva dada desde a volta ao Inter, exatamente uma semana após o retorno, o coordenador da preparação física Paulo Paixão conversou com a Rádio Gaúcha sobre a felicidade de estar no novo cargo, além de ter pontuado críticas ao trabalho anterior de Miguel Ángel Ramírez e avaliado como se encontra o plantel na parte física:

Relação com o preparador Fernando Piñatares:

“Estou muito orgulhoso de ver na profissão, um profissional como Piñatares, que tem qualidade de trabalho, tem diálogo. E o diálogo é um caminho mais rápido para chegar a um objetivo”

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Metodologia de trabalho:

“A preparação física tem vários caminhos. Todos eles levam a um objetivo de alta performance do atleta. É importante que a gente veio para o diálogo, mas já sabendo da qualidade do profissional que íamos encontrar. Então, não tem diferença, tem metodologia”

Atuação dentro do vestiário:

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“O que o clube conversou é que eu tivesse essa liberdade, por eu ter essa forma de atuar dentro do vestiário. Isso, para mim, está sendo maravilhoso, porque eu faço aquilo que eu gosto, converso com as pessoas que tem o comando: Aguirre, Juan e Fernando. E destacar o que o Aguirre, como comandante da comissão técnica, tem dado atenção em me deixar tranquilo para tudo. Isso é uma coisa muito boa, porque nos deixa ainda mais confiantes naquilo que sabe que pode ajudar”

Herança de Ramírez:

“A questão do modelo faz com que o atleta fique tolhido, preocupado muito em cumprir essas funções que no Brasil, o treinador que estava, estava inovando tudo. No Brasil, não se joga no modelo que ele estava tentando implantar, então, tinha que ter muito tempo para fazer isso aí”

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Futebol brasileiro é diferente:

“No Brasil, no Estado do Rio Grande do Sul, no Inter, não se tem tempo para isso. No meu entender, o profissional que vem para esse tipo de coisa, tem que ter o meio termo. Foi um erro? Não sei. O profissional que estava deve estar fazendo as suas análises e fazendo suas conclusões. Porém, são as convicções dele e têm que ser respeitadas. Quando se fala em erro temos que ter cuidado já que são convicções, mas ele tem que assumir por essas convicções”

Como está a parte física do elenco:

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“O time não está mal fisicamente, o time está desgastado e vinha correndo errado. É diferente. O time está desgastado. São muitos jogos, muitas viagens. A parte emocional afeta muito para os atletas, neste momento, para que venham a ter lesões. Ninguém está mal fisicamente correndo o que correram contra o Bahia”

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