A morte de Euclides Maciel dos Santos, de 74 anos, durante Grêmio x Palmeiras ganhou novos desdobramentos com relatos mais detalhados de familiares e de uma técnica de enfermagem que estava na arquibancada da Arena. Eles questionam o tempo de resposta e a forma como os primeiros procedimentos de reanimação foram realizados.
Euclides sofreu uma parada cardiorrespiratória no setor Superior Leste durante o empate em 0x0 do último domingo. Segundo o neto Jonas Rodrigues dos Santos, que estava no estádio, os médicos da Unimed teriam levado entre 25 e 30 minutos para chegar ao local. A técnica em enfermagem Elvia Calixto afirma que iniciou a reanimação antes da chegada do suporte avançado.
Grêmio e Unimed contestam versão sobre demora
A Unimed Porto Alegre informou que as equipes adotaram imediatamente as medidas previstas nos protocolos de suporte avançado. A empresa também detalhou que a estrutura destinada ao jogo contava com seis UTIs móveis, seis médicos, seis enfermeiros, seis técnicos de enfermagem, médico regulador e equipamentos para emergências, incluindo desfibriladores e cardioversores.
+ Caso do CEO do Grêmio avança no STJD e termina em punição
O Grêmio sustenta que bombeiros civis presentes no nível da arquibancada realizaram o primeiro atendimento e que, na sequência, a equipe da Unimed deu continuidade às tentativas de reanimação. O clube já havia se manifestado anteriormente em nota lamentando a morte do torcedor, publicação repercutida pelo Zona Mista na primeira manifestação oficial do Grêmio sobre o caso.
As versões divergem principalmente sobre o tempo e a qualidade da resposta inicial. Familiares e a profissional de enfermagem que ajudou no atendimento apresentam críticas à atuação no local, enquanto Grêmio e Unimed afirmam que os recursos estavam disponíveis e os protocolos foram seguidos.
Até o momento, não foi divulgada uma conclusão independente que estabeleça eventual responsabilidade pelo atendimento ou relacione o tempo de resposta ao desfecho. O caso poderá ganhar novos capítulos caso existam apuração das autoridades, documentos médicos ou novas manifestações das partes.
+ Cruzeiro aciona CNRD contra o Grêmio por cobrança ligada a Marlon









