Falta chutar de fora da área? O que pensa Ramírez sobre as finalizações do time do Inter

Técnico espanhol colorado disse ter incentivado os jogadores a chutarem mais a gol contra o Vitória

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Com imensa superioridade ao rival em relação à posse de bola, o Inter abusou da troca de passes no triunfo de 1×0 contra o Vitória fora de casa nesta quinta-feira levando ao torcedor, ainda que virtualmente, o desejo de que mais chutes fossem disparados de fora da área – Taison, quando tentou no segundo tempo, contou com desvio e carimbou a trave.

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Perguntado sobre as finalizações em sua coletiva depois da vitória na Copa do Brasil, Ramírez disse ter “incentivado” os jogadores a chutarem de fora no segundo tempo caso os espaços continuassem fechados pelo rival:

“No primeiro tempo, tivemos muito menos espaço. Eles conseguiam, tínhamos situações laterais e tinham oito caras dentro da área. Era impossível entrar. No intervalo conversamos. Nós incentivamos, que, se tivéssemos situações sem espaço, que finalizassem de fora. Mas, no segundo tempo, tivemos mais espaços. Conseguimos ir adiante. Era difícil. Parece que não tivemos chances claras, tivemos duas ou três que me lembro”, comentou.

Conforme levantamento do site Revista Colorada, o Inter terminou a partida no Barradão com 77% de posse de bola e oito chutes a gol, sendo quatro deles no alvo – dois dos chutes foram bloqueados e dois foram para fora.

O gol da vitória surgiu através de um pênalti sofrido por Thiago Galhardo, que foi impedido de finalizar ao ser puxado. Ele mesmo converteu e garantiu o 1×0.

Confira outros destaques da coletiva de Miguel Ángel Ramírez:

Johnny:

“Disse que o momento de Johnny ia chegar e estava mais perto desse momento. Hoje estava protegido. Posso lançar qualquer jovem, mas protegido. Estou contente com seu rendimento hoje. Johnny tem que saber que há muito caminho pela frente, que é muito complicado, mas estamos o preparando para ser o primeiro volante do Internacional”

Calendário brasileiro:

“Não acontece só com o Inter, acontece com todos. O calendário está carregado. Chega no fim das partidas, não podem mais. Ano passado vi o final do Brasileirão e as equipes não conseguiam mais. Chegavam no final e não conseguia caminhar. É qualquer equipe. Nenhuma das equipes que jogam todas as competições vão conseguir ao longo do ano uma condição física ótima”

Goleiros:

“Temos excelentes goleiros. Marcelo é incrível. Marcelo Lomba… É difícil tirá-lo. Danilo teve azar de uma lesão. Daniel vem com uma evolução muito boa, é um elemento que o clube quer dar continuidade e sabia que em algum momento teria a chance. Nesse modelo, o treinador de goleiros é muito importante, porque precisa saber o que vamos pedir. A nossa relação com os goleiros é muito mais próxima. Eles treinam muito com o grupo”

Olimpia nas oitavas da Libertadores:

“Não queria enfrentar o Olimpia. Já nos conhecem, é difícil. Tivemos dois jogos distintos com eles. Um mais aberto, em que goleamos. E fora, foram muito disciplinados defensivamente. Foi bem complicado. Antes da partida de hoje, me perguntaram sobre a partida passada. Nem para bem, nem para mal, acredito no passado. Não acho que ter ganhado ou não no jogo passado nos ajude. Olimpia é um gigante, vai ser complicado”

Taison:

“Vão haver partidas e partidas. Em que Taison pode estar mais próximo da área, mas ver o Taison estar em todas as fases da construção é incrível. Temos que ter um pouco de paciência, ele vem de um longo período sem competir. É difícil para ele também. Taison é um verdadeiro líder, um verdadeiro capitão. Ajuda todos os companheiros e a mim também. Ele viveu coisas que não vivi. Me ajuda, sento com ele, conversamos. Ele me diz que também está aprendendo coisas novas também”

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