
ENTREVISTA
Fabinho Soldado voltou a falar sobre o momento do Inter e ampliou o debate sobre a reconstrução do clube. Em entrevista ao jornalista Vagner Martins, o Vaguinha, o executivo colorado não limitou o tema ao elenco ou ao mercado. Ele colocou Abel Braga, Paulo Pezzolano, Tinga, estrutura, categorias de base, contratos e torcida dentro do mesmo processo de reorganização interna.
A fala ganha peso porque o Inter entrou na pausa do calendário pressionado por desempenho, tabela e cobranças externas. Fabinho reconheceu que o clube precisa se fortalecer em várias frentes, mas evitou tratar o cenário apenas pela proximidade com a parte de baixo do Brasileirão. Para ele, o trabalho passa por criar uma base mais sólida para a sequência da temporada e também para os próximos anos.
O dirigente foi questionado sobre a preocupação do torcedor com o campeonato e respondeu com uma leitura mais ampla do momento colorado. Antes de falar em reação dentro de campo, Fabinho citou a história do Inter, a cobrança proporcional ao tamanho do clube e a necessidade de união interna em um ano que também terá eleição.
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“Vaguinha, a gente conhece a história do Inter. A gente sabe a cobrança que o torcedor faz, porque é uma cobrança do tamanho do Inter. Isso eu passo todos os dias para os nossos atletas, para o treinador, para todos os colaboradores. O Inter é isso. Você trabalhar no Inter, você jogar no Inter, você não espera outra coisa. A cobrança aqui tem que ser do tamanho. É um clube campeão do mundo. Isso é algo que tem que estar muito claro para todos que aqui chegam”, disse Fabinho Soldado.
A partir desse ponto, Fabinho reforçou que o Inter vive um momento de fortalecimento. Ele não tratou a reconstrução como discurso isolado, mas como um conjunto de ações. O executivo citou a parte política, pessoas que já passaram pelo clube, quem está atualmente no dia a dia e o papel do torcedor nesse processo.
A entrevista também trouxe um bastidor envolvendo Tinga. Fabinho contou que o ex-jogador foi uma das primeiras pessoas a saber do seu acerto com o Inter. A partir dessa relação, os dois passaram a conversar sobre formas de ajudar o clube, especialmente na modernização do CT Parque Gigante.
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“Quando eu venho para Porto Alegre, o Tinga foi uma das primeiras pessoas que teve a informação do meu acerto com o Inter. Porque já existia uma conversa de muito tempo com ele. É um amigo querido que eu fiz aqui, a amizade permaneceu. Por isso que eu liguei para ele e falei: Tinga, agora está na hora de a gente tentar juntar a nossa força. Pelo carinho que eu sei que ele sempre teve pelo Inter, ele se colocou à disposição para ajudar”, afirmou Fabinho Soldado.
Reconstrução passa por Abel, Tinga e estrutura
O projeto citado por Fabinho tem relação direta com o CT do Inter. A ideia é buscar recursos para criar uma nova área de saúde, com fisioterapia, parte médica, clínica e espaço para atividades em dias de muita chuva. O dirigente explicou que olhar para a estrutura também faz parte da função dele no futebol colorado.
Esse ponto ajuda a explicar o novo gancho da entrevista. A pauta não está apenas na presença de Tinga ou na melhoria física do CT. O que Fabinho apresentou foi uma visão mais ampla de clube, ligando ambiente de trabalho, recuperação de atletas, atração de jogadores e legado para os próximos anos.
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“As instalações do Inter são boas, é um CT muito bem localizado, essa vista aqui para o Guaíba é maravilhosa, mas a nossa ideia é que a cada tempo a gente evolua. Quanto à estrutura, quanto a time, nós falamos aqui muito de time, mas também é um trabalho meu olhar para a estrutura do clube e ajudar o clube a evoluir. Esse legado também passa por essa estrutura”, destacou Fabinho Soldado.
Dentro de campo, Fabinho também citou Abel Braga e Paulo Pezzolano como nomes importantes para o processo. A ideia apresentada pelo executivo é de organização de uma base de trabalho, não apenas de resposta imediata. Ele ainda mencionou categorias de base e gestão de contratos como partes do planejamento.
A menção a Abel aparece em um trecho no qual Fabinho tenta explicar ao torcedor o que está sendo feito internamente. O executivo afirmou que trabalha para chegar ao fim da temporada com a sensação de contribuição dada ao clube. Nesse cenário, colocou Abel como um pilar da reconstrução colorada.
“Quando eu falo com o torcedor, eu passo o que está sendo feito. Estamos estruturando essa base com Abel Braga, Paulo Pezzolano, os atletas que aqui estão, estrutura do clube, categorias de base. Isso é ter um planejamento. Estou trabalhando muito nessa gestão de contrato para que no ano que vem a gente tenha uma gestão de contrato melhor do que está acontecendo agora”, explicou Fabinho Soldado.
A fala também ajuda a conectar a entrevista com outros temas recentes do Inter. O clube tem decisões importantes envolvendo contratos, possíveis saídas, reposições e montagem de elenco. Fabinho já havia afirmado que o Inter não tem proposta na mesa neste momento, mas que qualquer movimento precisa respeitar critérios esportivos e financeiros.
O dirigente ainda pediu uma participação mais forte da torcida no Beira-Rio. Ele lembrou que sabe a diferença de jogar com 40 mil ou 45 mil pessoas no estádio e disse esperar um ambiente mais favorável para a reação colorada. Para Fabinho, essa energia pode ajudar o time a buscar melhores posições no Brasileirão.
A reconstrução citada pelo executivo, portanto, vai além de contratações. Ela passa por estrutura, gestão, vestiário, comissão técnica, ex-jogadores identificados com o clube e arquibancada. O desafio do Inter será transformar esse discurso em resposta dentro de campo depois da pausa no calendário.
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