Satisfeito com a resposta do grupo logo em sua estreia no comando do Inter, o técnico Eduardo Baptista abriu a coletiva de imprensa fazendo uma dedicatória especial depois do bom resultado de 2×1 sobre o Corinthians, que, por sua vez, demitiu Fernando Diniz. Na continuidade da entrevista, o comandante colorado também tratou o Gre-Nal de domingo, na Arena, em confronto direto na briga contra o rebaixamento:
Dedicatória especial após a vitória: “Agradecer ao nosso torcedor. Muito do jogo passa pela energia criada no Beira-Rio. O time trouxe o torcedor e vice-versa. E colocar isso para a Dona Alice. A funcionária mais antiga do Inter. Quando eu cheguei, fiz questão de conhecer todos os departamentos. Quando ela me viu, me deu um abraço chorando. Eu sou chorão também e chorei junto. Aquilo foi forte e guardei. As coisas iriam acontecer. Então essa primeira vitória é para ela”.
Mudança de comportamento: “Quando eu cheguei, eu já conhecia bastante o time, mas depois passei a estudar mais. É um time de qualidade. Uma das primeiras conversas que eu tive com os jogadores foi dizer que só qualidade não bastaria. Precisávamos de mudança de comportamento. Esse jogo talvez tenha sido o que mais roubamos bola. Esse é o espírito. Depois disso, a qualidade faz a diferença”.
+ Vitinho revela conversa com Eduardo Baptista e projeta postura do Inter no Gre-Nal
Escolha por Anthoni: “Uma das missões que eu tinha aqui era de definir um goleiro, dar confiança, eu conhecia bastante o Matheus Cunha, conhecia o Anthoni com uma amostra menor e o próprio Rochet. Temos três bons goleiros. Eu cheguei e tive 15 dias. Chamei os preparadores e disse que eu observaria. Tomei as minhas decisões e escolhi no domingo. Uma decisão difícil e teve participação importante dos treinadores de goleiros. Pelas características e pelo momento que a gente vivia, e também por precisarmos marcar mais alto o adversário, o Anthoni tinha isso. Chamei os dois goleiros e expliquei. Para esses dois jogos, a decisão está tomada, mas ela não é definitiva. O Cunha tem meu respeito e eu não largo a mão de ninguém”.
Qualidade do Corinthians: “Esse comportamento tem que ser mantido para os outros 9 jogos. Enfrentamos uma equipe individualmente extremamente qualificada. A bola cola no pé dos jogadores do Corinthians. Eles sempre criam volume de jogo. No intervalo, corrigimos algumas coisas. Mas temos que manter essa pegada”.
Mais uma “grande final” contra o Grêmio: “Conversamos com os jogadores sobre as duas finais na sequência. Era o Corinthians e agora o domingo. Sinceramente, não fiz muita conta. Mas eu sabia que tinha que ganhar hoje. Era fundamental ganhar. O resultado ajudou e nós nos ajudamos. O próximo jogo vai ser muito difícil, um confronto direto e na sequência o Mirassol, outro duelo direto. Temos que pontuar. Não tem nada decidido para ninguém. E cada jogo é uma final. Domingo será outra grande final”.
Mais sobre o clássico: “O Gre-Nal é um jogo importante e será mais uma final. Entendo que é um jogo diferente. Temos que encarar assim. É bom que seja com o principal rival, pois já vai ligar o alerta deles. O jogo de hoje foi mentalmente desgastante por tudo que envolveu, então é bom que o próximo jogo seja grande e importante. É dormir já pensando no que vai vir no domingo. Uma decisão, um clássico e vamos buscar a vitória sempre. Mas claro, fora de casa, em confronto direto, não deu para ganhar, o empate não é ruim”.









