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Eduardo Baptista cita “35 minutos de sonho” e revela reação do Inter no vestiário

Treinador une evolução tática e mudança mental ao avaliar primeiros jogos no comando colorado

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Após o seu segundo jogo comandando o Inter, Eduardo Baptista utilizou duas imagens para explicar o que considera a principal evolução do time desde sua chegada. O treinador classificou como “35 minutos de sonho” parte da atuação na vitória sobre o Corinthians e colocou o primeiro tempo do Gre-Nal na mesma linha de desenvolvimento. Depois do empate por 1×1 na Arena, revelou ainda que encontrou um vestiário frustrado por não ter vencido — sentimento que, para ele, representa um sinal positivo.

A comparação foi feita quando Eduardo analisava os primeiros dias de trabalho e explicava por que decidiu dar continuidade à estrutura utilizada na vitória por 2×1 sobre o Corinthians. Mesmo com pouco tempo de treinamento entre as duas partidas, o técnico entendeu que a equipe havia mostrado comportamentos que deveriam ser preservados.

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“Eu via que, no primeiro tempo contra o Corinthians, nós fizemos 35 minutos de sonho. Por mais tempo esses 35 minutos, e o primeiro tempo de hoje, a gente vai atingir o nosso objetivo ali. Então eu não podia mexer. Eu queria dar manutenção e mostrar para os atletas que eles tinham essa segurança”, explicou Eduardo Baptista. Eduardo Baptista

Eduardo vê Inter comprando nova ideia de jogo

O treinador não resumiu a evolução à posse de bola ou à criação ofensiva. Eduardo destacou principalmente a mudança de intensidade sem a bola. Segundo ele, os três gols marcados pelo Inter em seus dois primeiros jogos sob seu comando nasceram de ações de pressão em zonas mais avançadas, comportamento que a comissão tenta consolidar para a sequência do Brasileirão.

“Nós fizemos três gols assim. Os três gols foram numa pressão mais alta ali e a gente sofre pouco. Então a gente passou a ideia. Agora nós temos uma semana e agora é a hora dos ajustes finos”, declarou. Eduardo também afirmou que percebeu adesão dos jogadores ao novo nível de intensidade: “Eu acho que o espírito eles compraram”.

A leitura ganha força quando comparada aos dois momentos do Gre-Nal. No primeiro tempo, o Inter conseguiu recuperar bolas no campo adversário, controlar diferentes períodos da partida e abriu o placar depois de Alerrandro desarmar Villasanti. Na etapa final, com Alan Patrick fora e Alerrandro perdendo força física, o time teve maior dificuldade para conservar a posse e passou mais tempo defendendo.

Apesar disso, a principal reação encontrada por Eduardo depois da partida não foi de alívio pelo ponto conquistado fora de casa. O treinador contou que os jogadores deixaram o gramado com a sensação de que poderiam ter vencido o maior rival — comportamento que ele interpretou como um avanço mental.

“A sensação que eu tive no nosso vestiário era de frustração por não ter ganho. E é positivo, né? De um lado é positivo, porque ficou pensando: ‘Opa, a gente podia, dava para ter ganho’. Então a parte mental vai ser trabalhada sempre”, relatou.

O empate na Arena manteve o Inter no 17° lugar, mas agora com 32 pontos. Sem Alan Patrick, por lesão, o time volta a jogar nesta sexta-feira, 20h, fora, diante do Mirassol.

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