Por Bitello, presidente do Cascavel solta o verbo contra a direção do Grêmio: “Manchando a história”

Clube paranaense, que formou o meia, alega não ter recebido os valores por parte do Grêmio

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Alegando não ter recebido a sua quantia referente à venda de Bitello ao Dínamo Moscou, da Rússia, a direção do Cascavel está profundamente irritada com o Grêmio. Tanto é que, nesta quarta-feira, o presidente do time paranaense, Valdinei Silva, usou palavras duras em entrevista à Rádio Guaíba contra a administração tricolor por parte do presidente Alberto Guerra

“O Cascavel não teve outro caminho a não ser acionar o Grêmio. Esgotamos todas as possibilidades, não fomos sequer atendidos pela diretoria. Levamos o caso à CBF e esperamos que o Grêmio seja obrigado a cumprir o contrato. Nós fizemos negócio com a diretoria anterior que me parecia bastante séria. A atual diretoria sempre se escondeu, sempre negou informação. Eles achavam que se esconder ia aliviar a dívida”, reclamou Valdinei.

Informações recentes dão conta de que o Cascavel entrou com liminar na Câmara Nacional de Resoluções de Disputas (CNRD) e pediu o bloqueio da premiação do Grêmio por ter sido recentemente vice-campeão do Brasileirão. O prêmio por esta colocação é na casa de R$ 45,4 milhões.

“O Cascavel é credor de 30% dos direitos econômicos do Bitello e também de suas transferências futuras. O Grêmio não tem cumprido com suas obrigações e a atual diretoria tem manchado a história deste clube centenário. O Grêmio é devedor, não só do Cascavel, mas também do Foz Iguaçu, e eles (Grêmio) não demonstram vontade de pagar suas contas”, ampliou o presidente do clube formador de Bitello.

Bitello pelo Grêmio
Bitello foi vendido no meio do ano pelo Grêmio – Foto: Divulgação/Grêmio

Grêmio pressionado

O Grêmio, através do seu departamento jurídico, admite que recebeu a notificação e que tem até sexta-feira para se manifestar sobre o processo para a CNRD. No fim da janela de transferências do meio do ano, Bitello foi vendido por 10 milhões de euros, dos quais 70% remetem aos cofres gremistas e o restante deve ir para o Cascavel, que também divide a sua cota com empresários ligados ao negócio.

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